Fernando González Llort

Fernando González Llort nasceu em Havana, em 18 de agosto de 1963. Filho de Magaly Llort Ruiz e Fernando Rafael González Quiñones, de procedência social operária. Tem duas irmãs: Marta e Lourdes.

Foi aluno sério e aplicado em todos os níveis de ensino e sempre tirou notas muito boas desde que começara a frequentar a escola, em 1968. Destacou-se em atividades produtivas, culturais e esportivas.

De 1981 a 87, Fernando estudou no Instituto Superior de Relações Internacionais "Raúl Roa García", graduando-se com Diploma de Ouro.

Cumpriu missão militar em Angola, voluntariamente como milhares de cubanos, de 1987 a 89.

Coincidindo com o aumento das atividades terroristas e de provocação contra Cuba, a partir de território norte-americano, na década de 90, Fernando chega aos EUA, onde fixa residência. Obtém informações sobre a atuação de vários chefetes e membros das diversas organizações contrarrevolucionárias que operam na Flórida, no intuito de detectar planos terroristas e evitar mortes de inocentes em Cuba e nos próprios EUA.

Em junho de 1998, o governo cubano entregou a uma delegação de peritos do FBI-Bureau Federal de Investigações- volumosos dossiês e gravações de áudio e vídeo sobre os planos terroristas dos grupos anticubanos radicados em Miami. O FBI disse que daria resposta às evidências apresentadas por Cuba.

Em 12 de setembro desse ano, Fernando González Llort e mais quatro compatriotas foram detidos pelas autoridades norte-americanas.

Desde então, os cinco cubanos sofrem uma prisão injusta, humilhante e dura, inclusos 17 meses e 48 dias de confinamento solitário em celas de castigo, sem terem cometido falta alguma.

O julgamento de Fernando e dos demais compatriotas decorreu na cidade de Miami, totalmente hostil para os acusados, sendo violadas a quinta e sexta Emendas da Constituição dos EUA.

As autoridades norte-americanas dificultaram o trabalho da defesa, ao demorarem o acesso aos documentos classificados, e não entregarem as evidências do processo.

As irregularidades registradas no julgamento de Fernando constituem, também, violações da Convenção Americana sobre Direitos Humanos e do regulamento do Bureau de Prisões dos EUA, bem como do Pacto Internacional de Direitos Civis e Políticos e das regras elementares para o tratamento de detentos, documentos aprovados nas Nações Unidas.

Fernando González Llort foi condenado a 19 anos de cadeia, pelos presumíveis delitos de agente estrangeiro não-declarado e documentação falsa. Está preso no cárcere de segurança máxima de Oxford, no estado de Wisconsin.