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Gerardo Hernández Nordelo
Nasceu em Havana, em 4 de junho de 1965, no seio de
uma família humilde. Foi o terceiro filho, o caçula, do
casal formado por Gerardo Hernández Martí, falecido, e Carmen
Nordelo Tejera, imigrante espanhola. Sua infância decorreu no bairro
de Víbora.
Gerardo tem duas irmãs: Isabel, nascida em 2
de agosto de agosto de 1958, e María del Carmen, que faleceu num
acidente aéreo em fevereiro de 1998.
Tirou ótimas notas ao longo de seus estudos básicos,
destacando-se como dirigente juvenil.
Entrou na universidade em agosto de 1983, matriculando
no Instituto Superior de Relações Internacionais "Raúl
Roa García". Graduou-se em 1989, com muito bons resultados.
Nessa etapa cabe mencionar sua participação ativa em festivais
de artistas amadores da Federação Estudantil Universitária,
como cartunista-humorista e integrante de um grupo de teatro.
Em 1988 casou-se com sua esposa atual, Adriana Pérez
O'Cónnor, nascida em 18 de janeiro de 1970, engenheira Química,
expert do Instituto de Investigações da Indústria
Alimentar de Cuba.
Um ano depois, Gerardo parte para Angola voluntariamente
como milhares de cubanos, sendo designado para uma brigada de tanques.
Em meados dos anos 90 chega aos EUA, onde trabalha para
evitar atos terroristas anticubanos, planejados e executados por organizações
contra-revolucionárias de Miami.
Nesse país trabalhou como artista gráfico.
Teve uma vida austera. Era muito respeitado pelos seus vizinhos em Miami,
amigos e conhecidos. Seu caráter reto e comportamento social foram
reconhecidos por vários deles logo após sua detenção.
Foi preso em 12 de setembro de 1998, e colocado numa
cela de castigo e incomunicável ao longo de 17 meses e 48 dias,
sem ter cometido falta alguma, sendo alvo de tratamento cruel, desumano
e degradante.
Durante o processo legal, realizado na cidade de Miami,
as autoridades norte-americanas dificultaram o trabalho da defesa ao protelarem
o acesso aos documentos classificados e não entregar as evidências
do caso.
Apesar do julgamento manipulado e das tensões
próprias de um processo como esse, Gerardo continuou exercendo
suas habilidades de cartunista ridicularizando a postura dos que, ao invés
de ministrarem a justiça, curvaram-se ante as exigências
da extrema-direita anti-cubana.
No caso de Gerardo foram violadas a quinta e sexta Emendas
da Constituição dos EUA, que estabelecem processo apropriado,
julgamento rápido e júri imparcial, e a Convenção
Americana sobre Direitos Humanos.
Foram violados, também, o Pacto Internacional
de Direitos Civis e Políticos e as regras elementares para o tratamento
de detentos, documentos aprovados pela ONU.
Gerardo Hernández Nordelo foi condenado
a duas cadeias perpétuas mais 15 anos de prisão pelos presumíveis
delitos de conspiração para cometer assassinato, conspiração
para espionar, agente estrangeiro não-declarado e documentação
falsa. Está confinado no cárcere de segurança máxima
de Lompoc, na Califórnia.
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