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A pobreza: um mal endêmico galopante

O fracasso mais eloquente das políticas econômicas e sociais implementadas na maioria dos países do planeta, nos últimos anos, se manifesta num simples fato: cresce a riqueza global com tendência de se concentrar em poucas mãos, enquanto isso um bilhão de seres humanos vive na mais humilhante pobreza e exclusão.

Em mensagem difundida nesta semana, a vice-presidente da Costa Rica, Ana Helena Chacón ironizou: enquanto se desenvolvem assombrosos avanços tecnologicos, as desigualdades não param de aumentar.

Em termos gerais, as pessoas acham que a pobreza só ocorre nos países subdesenvolvidos, o que é verdade, em determinados casos, como na Guatemala, uma nação que ao invés de avançar na direção do cumprimento dos Objetivos de Desenvolvimento do Milênio, como fez a maioria da região, sofreu um duro retrocesso.

O Instituto de Problemas Nacionais da estatal Universidade de San Carlos considera dramática a situação na área rural, onde o censo de 2014 revelou que os indicadores de pobreza se multiplicaram por dois e a pobreza extrema por três.

O México, um país com uma economia mais sólida, também têm os mesmos problemas, que os especialistas atribuem à exagerada concentração da riqueza e a inutilidade dos programas aplicados pelo Estado para enfrentar as carências de um vasto setor da sociedade.

A pesquisadora Iliana Yaschine Arroyo afirmou tratar-se de uma clara violação dos direitos humanos, principalmente dos econômicos e sociais e constitui um dos problemas mais graves nesse país.

A pobreza, disse, se associa com a fome, a desnutrição, mortalidade, baixa escolaridade, falta de acesso a serviços sociais básicos e a oportunidades de desenvolvimento econômico e social. As crianças que crescem em lares muito pobres têm menos possibilidades de estudar, portanto, no futuro, também suas famílias estarão desamparadas.

O secretário geral da ONU Ban Ki-moon, afirmou que as carências de boa parte da humanidade não se caracterizam apenas pela baixa renda, mas também refletem a impossibilidade de ter acesso a serviços de qualidade.

A máxima organização mundial estima em um bilhão o número de pessoas mergulhadas na pobreza, e em mais de 800 milhões as que passam fome e estão desnutridas.

Em regiões desenvolvidas inclusive, como a União Europeia, existem taxas elevadas de população que não consegue satisfazer suas necessidades básicas, principalmente nos denominados países da periferia do bloco continental: Bulgária, Romênia e Grécia. Neste último, a situação humanitária piorou com a imposição de programas neoliberais como condição para receber pacotes de resgate financeiro que só beneficiaram os grandes bancos desse continente.

O ONU fez chamada a todas as nações para agilizarem a erradição da pobreza, uma condição humilhante para os que a sofrem e uma vergonha para o resto da humanidade.

(21 de outubro)

 

Editado por Martha C. Moya
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