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Histórica vitória de Cuba na ONU contra o bloqueio norte-americano

Finalmente, Estados Unidos aprendeu a lição e compreendeu quão isolado tem estado nas últimas duas décadas dentro da Assembleia Geral da ONU. Esta, ano a ano, desde 1992, se pronuncia energicamente contra o unilateral bloqueio norte-americano a Cuba, tachado pelo próprio presidente Barack Obama de falido.

A jornada da última quarta-feira, na sede do organismo internacional, em Nova York, foi histórica: pelo segundo ano consecutivo 191 países disseram NÃO categoricamente à hostil política norte-americana. Além disso, pela primeira vez se abstiveram os Estados Unidos e seu parceiro incondicional, Israel, portanto não houve nenhum voto contra o projeto de resolução cubano.

A representante norte-americana, que fez uso da palavra, após as numerosas manifestações de apoio e solidariedade na Assembleia, clarificou que este voto não quer dizer que seu país esteja de acordo com a política do governo cubano, mas ficou demonstrado que o bloqueio é inútil, não consegue que avancem os interesses norte-americanos.

Não percamos de vista a recente diretriz presidencial, que estabelece os pontos principais da política dos Estados Unidos com relação a Cuba no futuro com marcante ingerência.

Como afirmara em seu discurso o chanceler cubano Bruno Rodrigues, o bloqueio econômico, comercial e financeiro continua e ocasiona múltiplos prejuízos ao povo cubano.

Não obstante, Bruno Rodriguez afirmou que o voto de abstenção é um passo positivo no longo e complicado caminho da normalização das relações entre as duas nações.

Anteriormente, representantes de blocos como a Comunidade de Estados Latino-Americanos e Caribenhos, o Grupo Africano e a Organização de Cooperação Islâmica deixaram bem claro qual é a postura da comunidade internacional com relação a uma política que, seu declarado propósito é um ato de genocídio e que já provocou a Cuba prejuízos calculados em 753 bilhões 688 milhões de dólares.

O Grupo dos 77 + China sublinhou que é dever de cada estado membro da ONU respeitar os princípios da Carta do organismo, portanto, os Estados Unidos deve acabar com o bloqueio. Já a Comunidade do Caribe manifestou esperança em que esta fosse a última ocasião em que se debateria o tema.

Merecem destaque as palavras da Venezuela que, em primeiro lugar, falou como presidente do Movimento de Países Não Alinhados, e continuou em nome da nação. Em suas palavras ressaltou que Cuba conseguiu enfrentar as dificuldades mantendo sua soberania e independência.

Vivas a Cuba puseram fim ao emotivo discurso do representante da Venezuela que enfatizou que a votação do ano passado foi uma expressão unânime do pedido de que se ponha fim ao bloqueio contra o povo cubano.

Em outros discursos, países da América Latina, Ásia e África exigiram dos Estados Unidos o fim do bloqueio a Cuba, uma nação que, destacaram, apesar dos obstáculos que provoca essa política hostil não hesitou em oferecer sua ajuda solidária a outros povos mais necessitados, como aconteceu durante a epidemia do ebola na África Ocidental.

Segundo os oradores, embora, nos últimos dois anos, o presidente norte-americano, Barack Obama , tenha adotado certas medidas, qualificadas por Havana de positivas, estas são limitadas em seu alcance e profundidade e mantêm o bloqueio intacto.

Sem dúvida, foi uma jornada histórica, na que, finalmente, os Estados Unidos escutou o clamor mundial e percebeu quão absurdo era manter uma política que é uma vergonha e um fracasso. Como ressaltara o representante do Equador, o povo cubano já venceu e sua Revolução vive e dá exemplo.

O vivido na última quarta-feira na Assembleia Geral da ONU demonstra como afirmara o chanceler cubano que a verdade sempre acaba abrindo caminho e a justiça se impõe.

(27 de outubro)

 

Editado por Martha C. Moya
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