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Estados Unidos tem novo presidente, o mundo se inquieta

O magnata imobiliário e do mundo do espetáculo Donald Trump, candidato do Partido Republicano, se tornou o 45o presidente dos Estados Unidos, após uma selvagem campanha que jogou na lama o prestígio desse país e demonstrou que a classe política carece de altura, princípios e valores quando se trata de conquistar o poder.

O partido Democrata recebeu um golpe demolidor, porquanto perderam praticamente tudo: a Casa Branca, a Câmara de Representantes e o Senado, o que demonstra o desencanto de vastos setores da população com as promessas descumpridas, ou meio cumpridas de Barack Obama.

Desde a divulgação do resultado dos pleitos, rios de tinta começaram a correr mundo afora para tentar explicar o que faz apenas algumas semanas atrás se previa como improvável, mas as veleidades da política eleitoreira norte-americana converteram em realidade.

Trump conseguiu somar a seu favor o voto da população conservadora branca, protestante e anglo-saxão, a que se conhece como “wasp” por suas siglas em inglês, com um discurso carregado de xenofobia, principalmente contra os latino-americanos e muçulmanos, ameaçando inclusive expulsá-los do país.

Sem dúvida, na vitória do candidato republicano pesou mais a insatisfação com o sistema política, que a simpatia por este magnata de caráter ácido.

 

Suas diatribas contra os homossexuais , seu machismo e desprezo pelas mulheres e suas atitudes brutais contra os imigrantes parecem ter mobilizado o pior dessa sociedade, ao que devemos adicionar os erros cometidos pela rival, Hillary Clinton, que caiu na armadilha das provocações e se dedicou a atacá-lo ao invés de mostrar as eventuais vantagens de seu programa de trabalho.

 

Em nível mundial, as primeiras reações apareceram logo. Os mercados financeiros no planeta todo começaram a despencar, porquanto ninguém sabe ao certo qual será a política econômica do novo governo da principal potência mundial.

 

No Japão, a bolsa caiu mais de cinco por cento, e o ministro da Fazenda solicitou reunião urgente do governo para analisar a situação. No México, a moeda nacional, o peso, perdeu 11 pontos.

 

A situação dos mexicanos é delicada, o presidente eleito do poderoso país vizinho prometeu que vai ampliar o muro na fronteira comum para conter a passagem dos indocumentados.

 

No Oriente Médio, também se preocupam com os discursos anti-islâmicos de Trump durante sua campanha, embora, vale recordar, este empresário tem muitos investimentos nessa região.

 

De qualquer maneira, será preciso esperar prudentemente seus primeiros passos como presidente, que geralmente são diferentes aos anunciados como candidato no meio de uma campanha ríspida e impiedosa.

(9 de novembro)

Editado por Martha C. Moya
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