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A 60 anos do desembarque do “Granma”

O México ocupou um lugar especial na vida do líder histórico da Revolução cubana, Fidel Castro. Nesse país, preparou a expedição que, a bordo do iate “Granma”, partiu rumo a Cuba no final de 1956 para iniciar a batalha pela independência definitiva.

Lá deixou muitos amigos que, em maior ou menor medida, participaram da logística da operação. Um deles é Mario Conde, conhecido como “El Cuate”. Nestes dias, ao tomar conhecimento do falecimento de Fidel, afirmou: “Não tenho palavras para dizer o que significa a morte de Fidel. Ele me ensinou uma vida nova, e tem de me ensinar a viver sem ele”.

El Cuate conheceu o líder cubano em 1955 no México, aonde Fidel viajou depois de ter saído da penitenciária da então Ilha de Pinos através de uma anistia. Nesse lugar esteve preso dois anos, cumprindo pena por ter liderado o ataque ao quartel Moncada em 26 de julho de 1953.

No território mexicano, prosseguiu suas atividades revolucionárias, fiel a seus ideais. Foi quando levou à prática o plano de treinar um grupo para iniciar a luta armada em Cuba nas montanhas da Serra Maestra, no leste do país. Assim, em 25 de novembro, há 60 anos, partiu do porto de Tuxpan a bordo de uma embarcação de lazer adaptada para levar os 82 expedicionários no trajeto marítimo.

Entre eles estavam o atual presidente cubano, Raúl Castro, irmão de Fidel, e o argentino Ernesto Che Guevara. Todos viajaram em busca de concretizar seus sonhos de liberdade, que se tornaram realidade com a vitória da Revolução em janeiro de 1959.

El Cuate estava lá, em Tuxpan, quando o iate iniciou sua travessia, apesar de não integrar o grupo. Os expedicionários, marinheiros de primeira viagem, sofreram os efeitos de vários dias em alto-mar e o mal-estar provocado pelo balanço da embarcação. Nessas condições, desembarcaram no litoral sul de Cuba em dois de dezembro de 1956.

Nessas horas difíceis Fidel mostrou seu espírito solidário com a inexperiente tropa, quando mandou parar para resgatar um companheiro que tinha caído n'água.

O desembarque estava previsto para 30 de novembro. Porém, a sobrecarga na embarcação e as más condições climáticas provocaram uma demora significativa. Sem notícias dos expedicionários, o grupo de apoio em Santiago de Cuba cumpriu o plano previsto de iniciar um levante armado na cidade com o propósito de desviar a atenção da então ditadura de Fulgencio Batista. O “Granma” só conseguiu chegar ao litoral de Las Coloradas dois dias depois.

A dura travessia enfrentada por aqueles homens, liderados por Fidel, evidenciou sua decisão firme de retomar a luta pela independência nacional iniciada no século 19. A coragem, tenacidade e ânsias de alcançar seus sonhos, demonstrada durante aquela viagem, definiram a vida de Fidel que, junto a aqueles jovens, não sentiu temor nem hesitou ao defrontar os riscos para construir um país com justiça social.

Também, saldar a dívida com os heróis que ao longo da história tinham lutado para fazer de Cuba uma nação livre.

Hoje, o iate “Granma” é exposto no Museu da Revolução, em Havana, a capital cubana, como símbolo da grandeza de uma geração que derramou seu sangue pelo futuro do povo.

(M.J. Arce, 2 de dezembro)

Editado por Martha C. Moya
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