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Resumo Europa / Terrorismo

A Europa não conseguiu escapar em 2016 dos atos terroristas que estremeceram numerosas regiões do planeta, especialmente o Oriente Médio e a Àfrica.

Três meses depois de ter começado o ano, a Bélgica foi flagrada por dois atentados do grupo terrorista Estado Islâmico: um contra o aeroporto internacional de Bruxelas e o outro numa estação de metrô, também nessa capital. Ambos deixaram 35 mortos, entre eles três suicidas, e mais de 300 feridos.

Pouco depois, um simpatizante do grupo terrorista escreveu em sua conta no Twitter: “Vamos obrigá-los a repensar suas ideias mil vezes antes de tornarem a matar muçulmanos”.

O duplo atentado da capital belga foi um mau presságio para o continente, onde já em novembro de 2015 o terrorismo tinha deixado suas marcas com os ataques letais em Paris, que deixaram 120 mortos.

Os europeus ainda não se tinham recuperado do golpe na capital da França, quando os belgas se viram obrigados a elevar a quatro o nível de emergência diante dos mencionados atos no metrô e no aeroporto de Zaventem.

O terror se apoderou de todos os cantos do continente e Europa se mobilizou, Charles Michel, o então primeiro-ministro da Bélgica, pediu aos civis evitarem aglomerações que pudessem ser alvos de grupos extremistas, entre numerosas medidas que incluíram toda a infraestrutura do transporte público,

O governo francês também reforçou a segurança nos limites fronteiriços e nas redes de transporte de toda a nação. E ativou uma operação com 1.600 policiais e guardas adicionais.

Reforçaram sua segurança, também, as sedes da União Europeia e a OTAN, entre outras expostas a ser alvos do terrorismo.

Os acontecimentos de Bruxelas também levaram outras potências vizinhas a serem mais cautelosas nas fronteiras, como o Reino Unido, que fortaleceu os sistemas de detecção em lugares públicos e instalações com maior fluxo de pessoas.

Não sabiam os franceses que apenas quatro meses depois dos acontecimentos em Bruxelas, um seguidor do Estado Islâmico tornaria a atacar, desta feita, na cidade de Nice.

A notícia se espalhou pelas redes. Oitenta e quatro pessoas, muitas crianças e mulheres, perderam a vida e mais de 300 foram hospitalizadas quando um extremista que dirigia um caminhão atropelou uma multidão que comemorava a Queda da Bastilha.

Após a tragédia, a agência de notícias online Amaq, dos terroristas, afirmou que o autor suicida do massacre tinha executado a operação para retaliar as chamadas em países da coalizão à luta contra o Estado Islâmico.

Ainda que os ataques terroristas na França e Bélgica foram os mais midiáticos em 2016, outros países da Europa foram cenários de iguais ações, em maior ou menor medida.

A 18 de julho, na Alemanha, 20 pessoas saíram feridas quando um homem atacou com machado os passageiros de um trem perto da cidade de Wuerzburg, no norte da Baviera. Um afegão, abatido pelas autoridades depois de ser identificado como o autor da agressão, foi reconhecido pelo Estado Islâmico como um de seus combatentes.

Na Alemanha aconteceu outro incidente, em 24 de julho, numa avenida do centro de Munique, onde um adolescente abriu fogo contra uma multidão, que ele tinha levado até lá através das redes sociais prometendo comida grátis a todos que acorressem a sua chamada. E, em 19 de dezembro, um caminhão investiu contra uma feira onde se vendiam artefatos de Natal, em Berlim, e matou 15 pessoas deixando, além disso, dezenas de feridos. O Estado Islâmico se atribuiu este ato terrorista.

A Turquia, que pretende entrar na União Europeia, também recebeu duros golpes: no final de junho, terroristas atacaram o aeroporto internacional Ataturk, em Istambul, um dos mais transitados do planeta. Houve 41 mortos e 239 feridos. Foi o preâmbulo de outro sangrento capítulo em território turco, como o fadado golpe de Estado que, um mês mais tarde, acabaria com a vida de umas 300 pessoas. E, mais recentemente, um simpatizante do Estado Islâmico matou a tiros o embaixador da Rússia em Ancara numa exposição de arte.

Em suma, a maioria das estatísticas coincide em que os ataques anteriormente citados ocasionaram na Europa mais de 500 mortos em 2016.

Sem dúvida, este ano entra na história contemporânea como um dos mais letais para a Europa quanto ao terrorismo.

Editado por Martha C. Moya
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