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Os principais acontecimentos na economia cubana em 2016

Em 2016, Cuba continuou realizando reformas domésticas e obteve importantes avanços em suas relações econômicas internacionais.

O Produto Interno Bruto se manteve ao redor de 1 por cento, conforme estava previsto, principalmente por causa do bloqueio, os prejuízos provocados pelo furacão Matthew e o passo lento das reformas econômicas.

No plano doméstico, a tão necessária moeda única não foi implantada, e também não foram estabelecidas as bases para colocar em funcionamento as empresas de pequeno e médio porte. Embora tenha aumentado o número de pessoas que trabalham no setor privado e as cooperativas não agropecuárias, a diferença salarial entre estas e o pessoal que trabalha no setor estatal é considerável.

A produção agropecuária continua praticamente na mesma e os preços dos produtos alimentícios continuam subindo, o que prejudica importantes segmentos populacionais que trabalham em lugares chave, como a saúde pública e a educação.

A safra açucareira, por sua vez, ficou 20 por cento aquém do previsto devido a problemas climáticos.

A recente autorização do governo cubano dada aos agricultores familiares para que possam contratar trabalhadores é um bom incentivo para potenciar a produtividade e a produção.

Cuba continua importando mais de dois terços dos alimentos que consome. Por isso, uma das metas da reforma econômica lançada em 2011 é potenciar a produtividade do campo levando em conta, também, o abastecimento do setor turístico.

Aliás, o turismo disparou em Cuba. Em 2016, desembarcam na Ilha ao redor de 3,8 milhões de turistas, e os prognósticos para 2017 são mais de quatro milhões.

Vale recordar que as principais linhas aéreas norte-americanas como American, Southwest, Delta e JetBlue e de outras nações estabeleceram voos diretos a Havana e outras cidades cubanas. O turismo de cruzeiros também aumentou notavelmente, principalmente o norte-americano.

Cuba fechou contrato com empresas francesas para a modernização do aeroporto internacional de Havana.

Quanto à produção petrolífera e gás, se manteve no mesmo nível do ano passado. A de gás permitiu ampliar o serviço na cidade de Havana.

Em 2016, uma empresa australiana começou a buscar petróleo na zona de Motembo, na província de Villa Clara. Afirma que poderiam ser extraídos bilhões de barris de petróleo, por enquanto, a descoberta não está plenamente confirmada.

Vale destacar como importante acontecimento do ano a Feira Internacional de Havana, com participantes recorde ratificando a aposta cubana no investimento estrangeiro, especialmente na Zona Econômica do Mariel. Em 2016, Cuba assinou importantes acordos de telecomunicações com os Estados Unidos. Já a biotecnologia se afincou como um dos grandes itens econômicos. Vale realçar o desenvolvimento de medicamentos como o HEBERPROT-P para o pé diabético e a vacina contra o câncer do pulmão.

No plano externo, o bloqueio sofreu duro golpe: na ONU, Estados Unidos e Israel se abstiveram na votação sobre a condenação dessa fracassada política norte-americana, que foi rechaçada por 191 países. Mesmo assim, a medida continua em vigor e está nas mãos do Congresso e do próximo presidente. De qualquer maneira, as medidas tomadas dificilmente poderiam ser revertidas, isto porque poderosas empresas norte-americanas assinaram acordos com Cuba e outras se preparam para fazer a mesma coisa.

A diplomacia obteve grandes êxitos: boa parte da dívida cubana e seus juros com países como Rússia, China, México e Espanha, e com o Clube de Paris foi cancelada.

Muito importante foi a decisão da União Europeia de eliminar a chamada Posição Comum contra Cuba, que tinha durado 20 anos.

Em 2017, Cuba há de enfrentar grandes desafios nos planos doméstico e exterior. As reformas econômicas continuarão e serão provavelmente mais céleres na busca do objetivo que se almeja alcançar, em meio ao bloqueio que continua em vigor e à espera do que fará o novo governo dos Estados Unidos a respeito. De qualquer modo, Cuba não renunciará jamais à busca de maior bem-estar para o povo cubano, como sempre quis o Comandante em Chefe Fidel Castro.

Editado por Martha C. Moya
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