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Desemprego na União Europeia diminui, mas a juventude continua sem ver a luz no final do túnel

As estatísticas mais recentes revelam que o desemprego vem diminuindo na União Europeia, porém a situação não é a mesma em todos os países e as nações do sul continuam sendo as mais atingidas por esse mal, em primeiro lugar a juventude.

Na União Europeia há, em total, 20,4 milhões de pessoas sem trabalho, dos quais mais de 15 milhões vivem na chamada zona euro, formada pelos países onde circula essa moeda.

É o menor número desde 2009, mas a redução mascara a situação crítica dos jovens, um mercado de trabalho castigado, principalmente na Grécia, Espanha e Itália.

De acordo com os dados mais conservadores, a Espanha exibe uma taxa de desemprego de 39,6% entre menores de 25 anos. A situação na Itália é quase a mesma. Vale recordar que na hora de elaborar as estatísticas os que tinham emprego também não tinham garantia de mantê-lo.

Em consequência da crise, muitos países aprovaram regulamentos para flexibilizar o mercado de trabalho, naturalmente em beneficio dos empresários e não dos trabalhadores.

Uma das primeiras consequências dos ajustes foi a proliferação dos contratos temporários, com drástica redução das horas pelas que se oferecem os empregos.

O fenômeno não atinge apenas os que carecem de preparação profissional, porquanto muitos que acabam de se formar nas faculdades têm de esperar dois ou três anos antes de obter seu primeiro emprego formal.

Alguns países como a França aplicaram programas destinados a remediar esta situação: os chamados Meu primeiro emprego e Contrato de Geração. Seu impacto, contudo, foi relativamente pequeno.

Em busca de uma solução a este flagelo, a Comissão Europeia propôs a iniciativa “Oportunidade para os jovens”, em vigor desde 2012.

Até agora, o número de contratação de jovens continua recuando, exceto nos países mais desenvolvidos, como Alemanha e Holanda.

Falta ver qual será o impacto da saída do Reino Unido desse bloco. Ao consumar-se a separação, serão aplicadas medidas drásticas em relação à mão de obra estrangeira e, estima-se, que muitos que estão trabalhando lá terão de voltar a seus países de origem.

Dar trabalho justo, bem remunerado e estável aos jovens continua sendo um desafio para a União Europeia, em primeiro lugar porque se trata de um segmento populacional cada vez mais desiludido com o bloco regional.

 

 

Editado por Martha C. Moya
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