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Frio na Europa castiga principalmente refugiados e pobres

Os pobres, os refugiados e os indigentes são as principais vítimas da onda de frio polar que está castigando vários países europeus, com temperaturas inusuais de até 30 graus negativos que já provocaram mais de 60 mortos e correm perigo dezenas de milhares de seres humanos que não possuem recursos para enfrentar este fenômeno climático.

A situação mais dramática prevalece nos acampamentos de refugiados da Grécia, onde umas 60 mil pessoas vivem amontoadas em tendas de campanha e muitas estão a ponto de se congelar, segundo denunciaram organizações humanitárias.

A imensa maioria não estaria vivendo em semelhantes condições de precariedade se os países da União Europeia tivessem cumprido o compromisso de recebê-los, por cotas, segundo foi acertado em múltiplas reuniões sobre o assunto, mas que acabou em letra morta.

Entre os que morreram em consequência das baixas temperaturas reinantes na Polônia, Itália, Grécia, República Tcheca, Bulgária e outras nações há, ao menos, 30 imigrantes, mas o número poderia subir rapidamente se não forem tomadas medidas efetivas para protegê-los.

O governo grego enviou um navio militar dotado de colchões, cobertores e aquecedores para a ilha de Lesbos, para alojar umas 500 pessoas, mas isso é apenas um grãozinho de areia se levarmos em conta que nesse lugar há mais de seis mil refugiados, muitos em condições desumanas, em frágeis tendas com 15 graus negativos e uma camada de neve de 30 centímetros de espessura.

O ativista espanhol Miguel Ángel Rodriguez assegurou que a questão é saber quantos refugiados têm de morrer de frio antes de que a União Europeia faça alguma coisa. Por sua vez, o eurodeputado do partido Podemos, Miguel Urbán, disse que a situação destas pessoas é insustentável.

Entre os que morreram na região dos Bálcãs também há numerosos indigentes que vivem e dormem nas ruas e as condições são difíceis igualmente para as famílias pobres, que não dispõem de serviço apropriado de calefação, e cuja alimentação é precária.

Como se não bastasse, em muitas regiões da Bulgária e Kosovo as intensas nevadas fizeram com que colapsassem as rodovias e há numerosos vilarejos sem energia elétrica que estão recebendo ajuda por helicóptero quando o estado do tempo assim permite.

As autoridades de Sérvia e Bósnia informaram de 10 mortos por hipotermia, entre eles quatro idosos.

Contudo, os refugiados são os que mais sofrem. Multiplicam-se as chamadas para que os governos tomem providências e cumpram suas obrigações, por mero sentido elementar de humanidade.

A onda de frio polar está mostrando a pior cara da Europa e comprova, também, que para as pessoas que buscam escapar da miséria, das guerras e das doenças as coisas sempre podem piorar um pouco mais.

Editado por Martha C. Moya
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