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Cuba defende a emigração regular, segura e ordenada

Na política, o único verdadeiro é o que não se vê, afirmou há muitos anos o prócer da independência cubana José Martí. A recente decisão do governo dos Estados Unidos de eliminar a denominada política “pés secos, pés molhados” e o programa criado por Washington para estimular a deserção de médicos cubanos, constituem ações que se inserem no contexto geopolítico que levou o governo norte-americano a admitir sua errada política contra Cuba que o levou a ficar sozinho no empenho.

Aos poucos, o governo dos Estados Unidos, em virtude da resistência histórica de Cuba e a pressão de nações latino-americanas e caribenhas, se viu obrigado a modificar sua política. Primeiro, teve de aceitar a participação cubana da última Cúpula das Américas, realizada no Panamá. E seguiram outros passos: o reatamento das relações diplomáticas, a exclusão de Cuba da lista de países terroristas e a abstenção dos Estados Unidos na Assembleia Geral da ONU no tema do bloqueio ianque contra a pequena nação do Caribe.

A política “pés secos, pés molhados”, como explica a Declaração do Governo Revolucionário de Cuba, era um incentivo à emigração irregular, ao tráfico de emigrantes e às entradas ilegais nos Estados Unidos a partir de terceiros países de cidadãos cubanos que viajavam legalmente ao exterior. Ao serem admitidos automaticamente em território norte-americano recebiam tratamento privilegiado que era negado a cidadãos de outros países. É claro que tal medida incitava também às saídas ilegais de Cuba.

Essa política anticubana de Washington desestabilizou outros países de Nossa América, ao serem utilizados para chegar a território dos Estados Unidos. Por isso, muitos governos da região aplaudiram o novo acordo migratório entre Cuba e os Estados Unidos, cujo objetivo é garantir a emigração regular, segura e ordenada.

Tomara que o próximo governo dos Estados Unidos continue dando passos para a normalização das relações com Cuba e sejam eliminadas a chamada Lei de Ajuste Cubano, o bloqueio econômico, comercial e financeiro, as transmissões de rádio e televisão ilegais, bem assim outros programas subversivos e se devolva a Cuba o território que ocupa a base norte-americana em Guantánamo há mais de um século.

Editado por Martha C. Moya
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