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Chilenos enfrentam ao inferno

Uma vasta região de mais de 290 mil hectares de território no centro e sul do Chile foi reduzida a cinzas. É uma paisagem apocalíptica, criada pelos piores incêndios florestais na história dessa nação sul-americana, que já custaram a vida a dez pessoas.

As mil casas da localidade de Santa Olga foram devoradas pelas chamas em poucas horas. Felizmente, só um de seus seis mil habitantes perdeu a vida quando o inferno desabou sobre suas cabeças.

Em outras pequenas comunidades de Maule, ao sul de Santiago do Chile, todas as pessoas foram removidas em tempo, mas os prejuízos materiais provocados pelo fogo são consideráveis, declarou a presidente do país Michelle Bachelet.

Contudo, novos focos ameaçam Gran Concepción, onde vivem ao redor de um milhão de pessoas.

As condições meteorológicas não ajudam a combater este flagelo, porquanto os ventos fortes continuam soprando e as temperaturas são muito elevadas, há mais de 38 graus centígrados, o que faz persistir a estiagem.

Nesta semana, a capital chilena registrou temperatura recorde de 37,4 graus e as condições atmosféricas na cidade estão degradando devido à extensa nuvem de fumaça causada pelos incêndios, que estão fazendo estragos econômicos incalculáveis, segundo recentes declarações do ministro da Agricultura, Carlos Furche.

Um balanço da Corporação Nacional Florestal indica que dos 142 focos declarados, 51 estão sob controle e 14 foram extintos, mas ainda há muitos ativos. Dois policiais, dois bombeiros, três guardas florestais e três moradores das zonas afetadas morreram.

Não existe, por enquanto, uma informação exata da origem do sinistro. Investiga-se se houve fogos provocados no começo da tragédia e as autoridades realizaram algumas detenções.

As imagens difundidas pelos meios de comunicação mostram a enorme magnitude do desastre e lembram aquelas imagens descritas pelo poeta Pablo Neruda, nas que as chamas destruíam frequentemente as casinhas de madeira de Temuco, onde viveu os primeiros anos de sua vida.

Até agora, mais de cinco mil pessoas, entre carabineiros, bombeiros, militares, guardas florestais e civis voluntários participam do combate às chamas. Trata-se de um esforço colossal para evitar que o dano continue se alastrando.

A ajuda internacional não se fez esperar: especialistas da França, Colômbia, Peru, Argentina, Espanha, Estados Unidos, Rússia e Brasil já desembarcam no Chile para ajudar.

As perdas de vidas humanas e de valiosas espécies da flora e da fauna nos gigantescos incêndios são uma advertência sobre a necessidade de cuidar melhor as florestas, proteger o meio ambiente e recordar mais uma vez que a natureza é o único entorno onde nossa espécie pode existir, se reproduzir e se desenvolver.

Editado por Martha C. Moya
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