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Eleições no Equador: Reta Final

Os candidatos à presidência, vice-presidência, deputados e outros cargos públicos no Equador agilizam sua campanha faltando poucos dias para o fim da contenda, que fecha quinta-feira à meia-noite, quando começa o silêncio eleitoral até os pleitos de domingo, 19 de fevereiro.

Devido à conjuntura regional bastante singular, após o golpe de Estado contra a presidente do Brasil, Dilma Rousseff, e a instauração na Argentina de um governo neoliberal dirigido por Maurício Macri, as eleições equatorianas atraem grande atenção, para além da situação doméstica.

Para muitos analistas, se trata de um momento crucial porquanto pode confirmar ou desmentir o chamado “fim do ciclo progressista na América Latina” e a restauração conservadora em nossa região.

Sem dúvida, a vitória do movimento Aliança País, representado pelo candidato Lenin Moreno, estimularia as organizações de esquerda, após os retrocessos sofridos no Brasil e na Argentina.

Já uma derrota da Revolução Cidadã significaria a perigosa consolidação do conservadorismo e das doutrinas neoliberais que na década de 1980 produziram milhões de pobres em muitos países latino-americanos e aprofundaram o fosso social.

As mais recentes pesquisas de opinião divulgadas na semana passada colocam Moreno e seu companheiro de chapa, o vice-presidente Jorge Glas, vencedores nas intenções de voto, mas o certo é que as cédulas depositadas dirão a última palavra.

No sistema eleitoral equatoriano, um candidato à presidência pode ganhar no primeiro turno se alcançar 40 por cento dos votos e conseguir uma diferença de 10 pontos sobre seu imediato seguidor.

Tudo indica que Moreno e Glas vão completar estes objetivos, apesar da intensa campanha suja que partidos da direita, meios de comunicação e interesses estrangeiros desencadearam contra eles.

Chama a atenção que fugitivos da justiça equatoriana, como o ex-ministro Carlos Pareja Yannuzelli e os banqueiros e irmãos William e Roberto Isaías, convocam com liberdade absoluta certo tipo de imprensa a lançar mentiras ou meias verdades contra a Revolução Cidadã, enquanto que a polícia dos EUA, onde residem, é incapaz de localizá-los, apesar de existir ordem internacional de prisão contra eles.

O modelo que se segue contra os candidatos Moreno-Glas é o mesmo que se utilizou contra Dilma Rousseff: divulgar mentiras e acusações, sem mostrar nenhuma prova do que se está dizendo.

Domingo à noite, ou segunda-feira pela manhã, o mais tardar, se saberá se triunfou o bom senso contra as mentiras e a guerra suja num país que leva uma década de vitórias e ainda pode dar muito mais a seus cidadãos e vizinhos na América Latina e o Caribe.

Editado por Martha C. Moya
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