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Mexicanos reclamam respeito dos EUA

Em numerosas cidades mexicanas, incluída a capital, ainda retumbam os protestos de milhares de pessoas que saíram às ruas para reclamar do presidente dos Estados Unidos Donald Trump e seu governo respeito à nação latino-americana e aos milhões que, empurrados pela necessidade, vivem e trabalham em território norte-americano.

A Cidade do México foi teatro de uma manifestação de 20 mil pessoas que portavam faixas com frases em espanhol e inglês nas que se lia: queremos pontes e não muros. E recordaram que trabalhadores mexicanos ajudaram a construir os Estados Unidos com seu esforço, ao lado de imigrantes de todos os pontos do planeta.

Houve passeatas em Guadalajara, Monterrey, Morelia, Reinosa, Mérida e Tijuana. Em todos esses lugares se reclamou respeito ao país e a seus cidadãos que são agredidos constantemente pela administração Trump.

O secretário de Relações Exteriores do México, Luis Videgaray, tentou amaciar as tensões dizendo que desde 20 de janeiro passado, quando o novo governo norte-americano assumiu o poder, as deportações não tinham aumentado muito. Contudo, há informações de batidas da polícia e agentes de migração contra famílias mexicanas em cidades e estados, como Nova York e Carolina do Norte e Sul.

O procedimento de deportação dos detidos foi mais rápido que em ocasiões anteriores e, em muitos casos, as famílias acabaram sendo separadas. Ninguém se importou com isso.

Iniciativas anunciadas por Trump, ou seus funcionários, potenciaram a indignação dos mexicanos. Por exemplo, a possibilidade de cobrar dois por cento de imposto sobre as remessas de dinheiro para familiares, que é uma das principais fontes de renda de milhões de lares pobres.

Igualmente, está no ar a anunciada renegociação do Tratado de Livre Comércio da América do Norte, que inclui México, Estados Unidos e Canadá.

A primeira versão deste pacto, que entrou em vigor a 1o de janeiro de 1994, arruinou pequenos e médios empresários mexicanos e devastou o setor agrícola. Se Washington decidir agora impor novas exigências em troca de mantê-lo, o resultado será o fim total da economia.

Por isso, nas recentes manifestações, muitas pessoas exigiram do presidente Enrique Peña Nieto uma postura mais firme diante das grosserias e ameaças do poderoso vizinho do norte, que vai prejudicar a população. Estamos falando concretamente na empresa automotor que retirou o projeto de uma montadora de automóveis deixando centenas de pessoas sem emprego.

Um editorial do jornal La Jornada recomenda: o governo de Peña Nieto, ao invés de insistir em reuniões que têm sido estéreis até agora, deve adotar uma atitude distante e serena, o que enviaria mensagem de dignidade, até que se acalmem as agitadas águas políticas nos Estados Unidos Um conselho sábio e útil, merece ser ouvido e levado em conta.

Editado por Martha C. Moya
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