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Cúpula com cheiro de fumaça

Um dos resultados mais visíveis da Cúpula dos 20 países mais desenvolvidos do planeta, o G-20, é o intenso cheiro de fumaça provocado pelos violentos protestos ocorridos na cidade alemã de Hamburgo, sede do encontro, e a indiferença mostrada pelo presidente dos EUA, Donald Trump, com relação ao aquecimento global.

Apesar de ter sido preparado cuidadosamente ao longo de um ano e a mobilização de um número elevado de policiais, pelo menos 20 mil, o dispositivo de segurança alemão fracassou, admitiram as autoridades desse país.

O titular do Interior de Hamburgo, Andy Grote, admitiu: as autoridades não contaram nem com a magnitude, nem com a violência demonstradas por grupos de manifestantes, que assaltaram lojas, incendiaram veículos e produziram danos em ruas e estabelecimentos públicos.

Vale realçar, contudo, que a maioria das pessoas que desfilaram nas ruas, dezenas de milhares, contra a reunião ou para exigir respostas rápidas à mudança climática, se manifestou pacificamente.

Os desordeiros superaram a capacidade das forças de ordem e ainda no domingo havia barricadas fumeantes e vestígios dos destroços em Hamburgo.

O saldo é impressionante: 476 policiais feridos, 186 pessoas detidas, 225 retidas temporariamente e contra 37 há ordens de prisão, sem falar no número indeterminado de manifestantes feridos. Além disso, houve dezenas de automóveis queimados e danos milionários em lojas, bancos e propriedades privadas.

Nas ruas de Hamburgo a segurança naufragou, mas no interior da reunião de Cúpula os prognósticos se cumpriram. Os Estados Unidos ficaram totalmente isolados em dois temas fundamentais: a proteção do meio ambiente e a luta pela liberalização do comércio internacional e contra o protecionismo.

Os 19 parceiros de Donald Trump nesse clube reiteraram seu compromisso com o Acordo de Paris sobre a Mudança Climática. E tem mais: o presidente francês Enmanuel Macron anunciou a realização de uma segunda Cúpula sobre esse tema, em dezembro, que focalizará os aspectos financeiros do tratado.

Trump também ficou sozinho no tema do protecionismo. Algumas horas antes de começar a reunião, inclusive, a União Europeia assinou Acordo de Livre Comércio com o Japão que elimina quase todas as tarifas alfandegárias às exportações do bloco continental ao país asiático, questões que produzem prurido no chefe da Casa Branca.

Nos encontros bilaterais, Trump apoiou a iniciativa russa para o estabelecimento de uma trégua em vastas regiões da Síria, o que é positivo, mas tornou a dar um cascudo a seu colega mexicano, Enrique Peña Nieto, ao reiterar publicamente que vai obrigar o México a pagar o muro que o presidente norte-americano insiste em construir na fronteira comum.

O balanço global é negativo para Donald Trump, que se viu isolado num encontro que os EUA sempre tinham liderado.

Editado por Maite González Martínez
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