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Cuba sede do Fórum de São Paulo em 2018

Por Maria Josefina Arce

Havana sediará pela terceira vez, em 2018, o Fórum de São Paulo desde que foi fundado em 1990. Tal decisão foi tomada durante sua 23ª edição que se realizou em Manágua, capital da Nicarágua, recentemente; foi aclamada por unanimidade pelos mais de 300 participantes do encontro.

Nos últimos tempos, Havana vem se consolidando como a capital da Paz, sendo o teatro, durante vários anos, do diálogo entre o governo e as insurgentes Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia - Exército do Povo, que foi encerrado com o histórico acordo de paz que pôs fim a um conflito armado de mais de cinco décadas de duração.

Em 2014, na capital cubana, também foi proclamada América Latina e o Caribe zona de paz, durante a Segunda Cúpula da CELAC – Comunidade de Estados Latino-Americanos e Caribenhos, presidida então por Cuba.

Desde sua fundação, promovido pelo líder histórico da Revolução Cubana, Fidel Castro, e o ex-presidente brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva, o Fórum de São Paulo se tornou um espaço de troca de experiências e construção de alternativas políticas.

Cuba sempre acompanhou este organismo, que reúne os movimentos progressistas e de esquerda da região. Foi sede em 1993 e 2001 de encontros do Fórum, nos que Fidel Castro tinha advertido sobre o perigo que representa o neoliberalismo para os povos.

Encerrando o 4º Encontro do Fórum, em 1993, assinalaria que nunca houve mais pobres na América Latina, maior desemprego, maior desigualdade, menos esperanças na América Latina, porque- realçaria- o neoliberalismo não é uma teoria do desenvolvimento, o neoliberalismo é a doutrina do saque total de nossos povos.

Nos últimos 27 anos, se realizaram várias reuniões do Grupo de Trabalho na Ilha, a última delas em abril de 2013, com elevada participação.

Em tempos decisivos para a região, levando em conta o endurecimento das ações violentas da direita contra os processos progressistas e governos constitucionais, Cuba, para muitos, é o teatro perfeito de um novo encontro deste fórum político.

A dignidade, solidariedade, humanismo, e resistência durante mais de 50 anos da Revolução Cubana ante as constantes agressões norte-americanas e um genocida bloqueio constituem um exemplo e uma esperança quando a direita, amparada e financiada pelos EUA, insiste em restabelecer o quebrado neoliberalismo na América Latina e favorecer os interesses hegemônicos de Washington.

A secretária executiva do Fórum, Mônica Valente, afirmou que sempre que há reuniões ou encontros em Cuba saímos fortalecidos, com mais força, alegria e determinação. E manifestou confiança em que o 24º encontro em Havana servirá de reforço ideológico para os militantes.

Para Cuba, é uma grande honra e uma grande responsabilidade nos tempos que reinam na região, onde esse mecanismo de integração continua sendo um protagonista essencial do acontecer latino-americano.

Com suas conquistas em educação, saúde, cultura e solidariedade, Cuba é o espaço perfeito para que a esquerda latino-americana cerre fileiras diante dos embates da reacionária direita que busca deitar por terra os avanços sociais e econômicos que registra a região graças a governos progressistas, eleitos constitucionalmente por seus povos.

Editado por Maite González Martínez
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