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BRICS condenam protecionismo

A cidade de Xiamen foi sede da 9ª Reunião de Cúpula do grupo BRICS, formado pelas principais economias emergentes do planeta: Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul. Essas nações batalham por um comércio internacional aberto e em condições de igualdade e justiça, cooperação e uma ordem mundial em que os conflitos se resolvam por meio do diálogo e da negociação.

A palavra BRICS se forma com a primeira letra do nome dos países membros e não é mera casualidade que, por sua fonética, seja similar ao termo inglês “bricks” que significa tijolos e nos traz à mente a imagem de força, solidez, contundência.

Juntas, estas economias representam mais de 40 por cento da população mundial, um território enorme, de quase 38,5 milhões de quilômetros quadrados, um Produto Interno Bruto que cresceu em 179 por cento nos últimos dez anos, uma participação dinâmica do mercado e grandes recursos naturais que fazem com que sejam buscados pelo investimento estrangeiro direto.

De momento, esses países não buscam a parceria estratégica e política, como a União Europeia, ou a Associação de Nações do Sudeste Asiático. Porém, seu potencial é tão grande que ninguém se pode permitir ignorá-la e os analistas acham que pelo menos quatro deles: Brasil, China, Rússia e Índia estarão entre as principais economias do mundo em 2050 como provedores de matérias primas e alimentos, ou de tecnologias e serviços, sem obviar o movimento de capitais.

O anfitrião do encontro, o presidente chinês Xi Jinping, condenou as práticas protecionistas que aumentaram após a chegada de Donald Trump à Casa Branca, e pediu fortalecer o multilateralismo e a cooperação.

“Estamos na era de um grande desenvolvimento, transformação e mudanças” disse o presidente chinês e realçou que os países emergentes estão desempenhando um papel cada vez mais importante nas relações internacionais.

A reunião foi precedida por um fórum de negócios do qual participaram mais de mil empresários e representantes de 630 firmas de setores como indústria, infraestrutura, informática e energia.

Um detalhe importante é a iniciativa denominada “Brics plus”, que convida os governos do Egito, México, Tadjiquistão, Guiné e Tailândia a debates sobre mercados emergentes e desenvolvimento.

Para o México, é uma oportunidade de abrir novos caminhos ante as ameaças dos Estados Unidos de pôr fim ao Tratado de Livre Comércio da América do Norte, ou aplicar maiores exigências comerciais que possam prejudicar a economia do país latino-americano, que manda 80 por cento de suas exportações para seu vizinho pouco amigável.

Os Brics também se uniram em bloco contra as sanções de Washington à Rússia e buscam se livrar do dólar norte-americano e da dependência do Banco Mundial e do Fundo Monetário Internacional.

Um “tijolo” contra a hegemonia imperial e um sopro de alívio à aspiração de paz, desenvolvimento e cooperação em benefício dos membros e de todos os povos.(Guillermo Alvarado)


 

Editado por Lorena Viñas Rodríguez
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