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Erradicação da fome no mundo bem longe

Um relatório preparado por diferentes agências da Organização das Nações Unidas revela que em 2016 a fome cresceu no mundo após uma década e meia de tímidos progressos nesse tema. Isto significa que estamos cada vez mais longe da meta de erradicar este flagelo até 2030 como tinha sido estabelecido.

Para elaborar o documento foram utilizadas informações fornecidas pelos países, a FAO – Organização da ONU para a Alimentação e a Agricultura -, a UNESCO – Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura - e a OMS – Organização Mundial da Saúde – entre outros, graças ao qual obtivemos dimensão global de um problema endêmico da humanidade.

A conclusão indica que no ano passado 815 milhões de pessoas no planeta passaram fome, 38 milhões a mais do que em 2015. A informação não surpreendeu os especialistas, porquanto havia elementos suficientes para prever a subida.

Basicamente três aspectos foram apontados como responsáveis por esta situação: os prolongados conflitos armados, cuja solução não se vislumbra; os efeitos desastrosos da mudança climática; e os severos problemas econômicos e de desenvolvimento em muitos países.

Síria leva seis anos mergulhada numa guerra imposta pelas potências ocidentais e alguns países árabes e só agora começamos a enxergar uma tênue luz no final túnel, embora não se espera o silêncio definitivo das armas em breve, e muito menos a reconstrução do país.

No Sudão do Sul, quase recém-nascido e com poucas chances de sobreviver, foi declarada a fome no ano passado, e outras três nações estão a ponto de cair nesta situação: Iêmen, Somália e Nigéria. O denominador comum em todos os casos é a guerra. De fato, seis de cada dez pessoas que passam fome vivem em lugares onde há confrontos armados.

E estão aí, também, as consequências da mudança climática, com tempestades e estiagens, cada vez maiores e mais prolongadas, que arruinaram extensas superfícies de terras cultiváveis, o que significa miséria para os produtores e os consumidores.

Aqui entra o terceiro aspecto: a crise econômica que castiga com maior rigor em diferentes regiões. Não é a mesma coisa um desastre numa nação industrializada, que tem chances para se recuperar rapidamente, do que num país do chamado mundo pobre, onde os prejuízos das famílias podem ser definitivos.

Os autores do relatório assinalam que no meio de tudo isto realçam as desigualdades que se poderiam resolver pensando e agindo de outra maneira, porque o planeta gera suficientes alimentos para seus 7,5 bilhões de habitantes, porém alguns têm para esbanjar e desperdiçar, e outros carecem de quase tudo.

O cúmulo é que enquanto se gastam bilhões de dólares em armas e guerras, o Programa Mundial de Alimentos denuncia que não existe dinheiro para combater a fome na África. O paradoxo de nossos tempos: para matar, sempre aparece dinheiro, para salvar vidas, é preciso suplicá-lo.(Guillermo Alvarado)

Editado por Lorena Viñas Rodríguez
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