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Trump faz pouco e tarde demais por Porto Rico

O presidente dos Estados Unidos Donald Trump esperou mais de uma semana depois do furacão Maria ter castigado Porto Rico e devastado esse país, para dar sinal de compreender a magnitude dos sofrimentos dos 3,5 milhões de habitantes. Mesmo assim, é pouco o que diz e faz e, para muitos, infelizmente tarde demais.

Os prejuízos são consideráveis. Foi destruída quase toda a produção de café e banana, não tem água potável, nem energia elétrica, as comunicações são precárias e os serviços de saúde mal funcionam.

Tendo a economia do país zerada, os porto-riquenhos recordam, pasmados, que após a passagem do furacão Trump só atinou a lembrar a dívida de quase 75 bilhões de dólares do governo local em falência, ao invés de oferece ajuda imediata às vítimas.

Durante estes dias, o chefe da Casa Branca prestou mais atenção ao seu confronto com os jogadores da Liga Nacional de Futebol, que ao destino dos sobreviventes em Porto Rico.

Quando tocou neste assunto, se gabou de um trabalho que nunca fez. Disse que “todos disseram que a tarefa que fizemos em Porto Rico é fabulosa... estamos muito orgulhosos”. O governo federal dos Estados Unidos nada fez por esse povo, a não ser potenciar sua terrível situação colonial.

Até agora, os próprios habitantes de dentro e fora da Ilha são os que estão enfrentando a situação, cientes de que não existem recursos suficientes para restaurar as perdas e reaquecer a economia.

Precisa-se de um programa multissetorial bem definido, com reformas fiscais e econômicas incluídas, que só o governo federal pode delinear, mas ninguém fala no assunto. Também não se comenta que antes do desastre provocado pelo furacão, a política colonial norte-americana já tinha causado severos prejuízos, que levaram a fechar mais de 100 escolas públicas e de 30 a 40 hospitais no meio do programa de austeridade, cujo propósito é pagar aos banqueiros de Wall Street a pesada dívida.

Finalmente, na última quinta-feira, o presidente Trump deu luz verde aos navios de bandeira não norte-americana atracarem em Porto Rico, mas por apenas dez dias, para levar ajuda aos danificados, que estão mergulhados numa verdadeira crise humanitária.

Trump anunciou que na próxima terça-feira visitará a cidade de San Juan, a capital de Porto Rico, onde provavelmente não será recebido com flores e sorrisos, depois de não ter feito nada para que a ajuda chegasse lá o mais rapidamente possível. Trump disse daquela feita que “esta é uma ilha no meio de um oceano, e um oceano é muito grande... muito grande”.

Grande descoberta geográfica do presidente da principal potência econômica e militar do planeta, que parece não ter visto muitos mapas na vida.(Guillermo Alvarado)

 

Editado por Lorena Viñas Rodríguez
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