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EUA: estupefação e dor

A maior chacina coletiva cometida na história moderna dos Estados Unidos ocorreu recentemente na cidade de Las Vegas, onde morreram 59 pessoas e mais de 550 saíram feridas. O terrível massacre trouxe à tona de novo a falta de controle sobre a venda de armas naquele país.

Conforme informações veiculadas, Stephen Paddock, um aposentado de 64 anos, atirou da sacada de seu quarto no 30o andar do hotel Mandalay Bay contra uma multidão de 22 mil espectadores que assistiam a um show de música country.

Segundo os depoimentos dos sobreviventes, o tiroteio se prolongou durante cinco minutos, no meio da confusão e do pânico dos presentes, que tentavam fugir do lugar.

Há muitas perguntas sem respostas em torno da tragédia. Por exemplo, ainda não se sabe os motivos que levaram esse sujeito a cometer esse crime pavoroso. Não tinha ficha na polícia, não pertencia a nenhum grupo extremista.

No começo, a polícia disse que tinha abatido o atirador, mas depois falou que o homem se suicidou quando a polícia tinha chegado a seu quarto, onde foram encontradas umas 20 armas de fogo, explosivos e grande quantidade de balas.

Não há informação das características deste arsenal, mas levando em conta a altura em que estava apostado o autor do crime e o número elevado de mortos e feridos, se tratava de apetrechos de alto poder ofensivo.

Também não se sabe como conseguiu introduzir essa quantidade de artefatos mortíferos no quarto do hotel sem que fosse descoberto pela segurança local, ou se comprou as armas legalmente ou no mercado negro.

Certamente nada disto teria acontecido se existissem regras mais rigorosas para impedir que uma pessoa adquira a quantidade de armas e munições que deseje num mercado aberto como o norte-americano.

Para além dos pêsames que chegaram de dentro e fora dos EUA, muitos coincidem em que é preciso fazer alguma coisa já para conter essas ações.

Vários congressistas do Partido Democrata manifestaram disposição de atuar para evitar a venda indiscriminada de armas de fogo. O representante Jim Himes, de Connecticut, afirmou que “nossas mãos estão manchadas de sangue”, pela falta de ação para criar leis que limitem a poderosa Associação Nacional do Rifle e a indústria militar, por cuja pressão foram descartadas numerosas iniciativas.

Tragédias como as de Las Vegas aconteceram muitas vezes, recordou a senadora Elizabeth Warren, e pontuou que pensamentos e orações não são suficientes quando os pais enterrarem seus filhos mortos no massacre.

Sem dúvida, estamos diante de uma missão titânica, principalmente quando o Partido Republicano, que apoia a venda livre de armas junto com não poucos democratas, controla as duas Câmaras do Capitólio e o presidente Donald Trump dissemina a violência em cada discurso ou mensagem no twitter que publica.(Guillermo Alvarado)

 

 

Editado por Lorena Viñas Rodríguez
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