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Sebastián Piñera eleito de novo presidente do Chile

Por Maria Josefina Arce

Um empresário multimilionário dirigirá de novo o destino do Chile nos próximos anos. O direitista Sebastián Piñera venceu no segundo turno das eleições presidenciais realizadas no último domingo e, no mês de março de 2018, será outra vez o presidente do Chile, quatro anos depois de ter finalizado seu primeiro mandato.

Piñera, do partido Chile Vamos, obteve 54,57% dos votos. E seu rival Alejandro Guillier, candidato da coalizão governista de centro esquerda Força Maioria ficou com 45, 43 por cento.

As pesquisas, que apontavam para uma disputa equilibrada, tornaram a falhar e Piñera conseguiu derrotar seu rival por nove pontos de diferença.

A direita deu seu apoio total a Piñera, a grande esperança dos empresários num país que não conseguiu se livrar do legado da ditadura militar de Augusto Pinochet.

Seu rival não pôde mobilizar a centro esquerda em seu favor, incluídos esses 20 por cento de chilenos que apoiaram a esquerda Frente Ampla no primeiro turno.

Aliás, no primeiro turno dos pleitos presidenciais - realizado em novembro passado - a centro esquerda dividiu sua força ao propor vários candidatos, e assim não conseguiu impedir que a direita chilena assumisse de novo o poder.

A abstenção foi elevada – como no primeiro turno dos pleitos - por volta de 50 por cento.

O magnata conservador Sebastián Piñera prometeu durante sua campanha eleitoral uma nação sem desigualdades. “Queremos um país próspero, com educação e saúde de qualidade, combater a delinquência e o tráfico de drogas, aposentadorias justas, o direito de viver em paz e em democracia, e apego aos povos originários, crianças e adultos”, destacou.

Recordando seu primeiro mandato – de 2010 a 2014 - muitos não acreditam em suas belas palavras. Eles têm diante de si as incessantes manifestações populares vividas naquele tempo no Chile, onde o neoliberalismo era a política a seguir.

Os jovens de todos os níveis de ensino, especialmente os estudantes universitários, colocaram Piñera contra a parede reclamando dele uma reforma educacional que eliminasse o sistema elitista herdado dos tempos da ditadura militar.

O presidente eleito fala agora de apego aos povos originários, mas durante seu primeiro governo aplicou a denominada Lei Antiterrorista (da época de Pinochet) contra o povo mapuche, despojado-o de seus direitos ancestrais.

Para muitos analistas, Piñera se deve moderar, levando em conta que não conta com maioria no Parlamento, e precisa dos deputados progressistas para a aprovação de suas leis.

Assim, embora não sejam ampliadas as reformas progressistas da atual presidente Michelle Bachelet, espera-se que o presidente eleito se contenha um pouco, mas nem pensar que se afaste de sua política neoliberal.

Em março do próximo ano, Bachelet colocará de novo a faixa presidencial em Sebastián Piñera, como tinha feito em 2010 quando também a ele entregou sua cadeira no Palácio de la Moneda.

 

 

Editado por Lorena Viñas Rodríguez
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