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Irã: a próxima vítima?

Por Guillermo Alvarado

Insólitos protestos se multiplicaram nos últimos dias de 2017 no Irã. Tudo aponta um complô alimentado do exterior para desestabilizar um país chave para manter o equilíbrio em toda a região, que vem sendo castigada pela apetência imperial e hegemônica dos Estados Unidos, Israel e Arábia Saudita.

O Irã tem fronteiras com Turquia, Iraque, Armênia, Turcomenistão, Afeganistão e Paquistão, sendo praticamente a chave para entrar na Ásia meridional e central.

Além de sua localização geoestratégica, o que mais irrita Washington, Tel Avive e Riad é a política independente e soberana que pratica o governo iraniano desde a revolução que depôs em 1979 a ditadura de Reza Pahlevi, um amigo incondicional de ocidente.

Estas são algumas das razões pelas que foi atacado seu programa nuclear, criticado por muitas potências atômicas, entre elas a maior de todas e a única que utilizou estas armas – os Estados Unidos – sob o falso pretexto de que tinha propósitos militares apesar de as autoridades de Teerã terem garantido que seu objetivo é estritamente civil.

A posição firme e corajosa do Irã conduziu à assinatura de um acordo internacional, que foi abandonado pelo atual presidente dos Estados Unidos Donald Trump, como também deixou o pacto meio ambiental de Paris.

Irã – junto à Rússia – foi um fator fundamental para a defesa da independência e integridade da Síria. Por incrível que pareça, um dos países que mais fez pelo combate ao terrorismo no Oriente Médio é acusado de fomentar essa praga.

Neste novo episódio de desestabilização, os inimigos da nação de origem persa instigam por meio das redes sociais a protestar pretextando dificuldades econômicas.

Acusa-se o governo de Hassan Rohani de atacar os protestos e censurar serviços da internet, porém não se diz que em muitas mensagens enviadas pelos organizadores convoca-se a utilizar coquetéis molotov e armas de fogo contra a polícia e lugares públicos. A violência de vários dias de duração deixou mais de 20 mortos.

Se quisermos ter certeza de quem está por trás dessas manobras, basta escutar as mensagens difundidas pelo presidente Donald Trump e o primeiro-ministro de Israel Benjamin Netanyahu.

Com sua habitual ignorância, o chefe da Casa Branca assegurou que o povo iraniano passa fome, está obrigado a enfrentar uma inflação desmesurada e carece de direitos humanos.

Netanyahu qualificou como corajosos os que participam dos protestos e alentou-os a continuarem até a deposição do governo.

Nenhum dos dois tem o valor moral para qualificar o que vem se passando no Irã, que é vítima de sanções destinadas para impedir seu desenvolvimento econômico, social e científico e que, apesar de tudo, conseguiu se tornar uma referência mundial respeitada e escutada nos fóruns internacionais.

Editado por Lorena Viñas Rodríguez
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