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2018: ano difícil para Honduras

O ano 2018 acena com grandes tensões para Honduras que terminou o ano 2017 mergulhado em violentos protestos, após as eleições presidenciais de novembro passado cujos resultados suspeitos e denunciados pela oposição beneficiaram o atual presidente Juan Orlando Hernández.

Em 18 de dezembro foi proclamado vencedor Hernández com 42,95 por cento dos votos, seguido pelo rival Salvador Naralla, que não admitiu os resultados e convocou a continuar protestando os mesmos.

Ao redor de 30 pessoas morreram nos enfrentamentos entre a polícia e os manifestantes, que saíram às ruas denunciando fraude. Inclusive a OEA – Organização de Estados Americanos - conhecida por se submeter aos ditados dos Estados Unidos pediu repetir as eleições, mas a proposta foi rejeitada pelo governo e o árbitro eleitoral declarou Hernández vencedor.

A respeito, Manuel Zelaya, coordenador da Aliança de Oposição à Ditadura (partido de Nasralla) afirmou que o presidente do país em conluio com o Supremo Tribunal Eleitoral montou um roubo de votos para conseguir a reeleição.

A verdade é que a vitória de Hernández, declarada pelo Supremo Tribunal Eleitoral, indignou a população hondurenha, 60% da qual vive na pobreza e que não viram nenhuma melhora em sua condição de vida durante o primeiro mandato do atual presidente.

E os protestos vão continuar no próximo sábado. Haverá uma mobilização na cidade de San Pedro de Sula, em protesto contra a fraude eleitoral e em favor de Salvador Nasralla, da Aliança de Oposição à Ditadura.

No dia 27 de janeiro será empossado Hernández num breve ato de solenidade. Porém, Nasralla garantiu que nesse mesmo dia também assumirá o cargo, num grande ato a realizar-se num estádio esportivo.

“Vou começar a atuar como presidente eleito dos hondurenhos” assinalou Nasralla. E insistiu em que 80 por cento dos hondurenhos desejam que Hernández deixe a presidência em 27 de janeiro, dia da posse.

Sem dúvida, dias difíceis se aproximam em Honduras, que desde a divulgação dos resultados das eleições - questionados por muitos também no exterior – é teatro de violentos choques.

No próximo dia 27 saberemos, finalmente, quem dirigirá o país: se ficarão os que não querem abandonar o poder, ou se impõe a vontade da imensa maioria, o povo, que pede a mudança que representa Salvador Nasralla.

Editado por Lorena Viñas Rodríguez
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