Cuba incentiva o turismo sem perder de vista a proteção ao meio ambiente

Por: Maria Josefina Arce

Cuba está consolidando o turismo como um dos carros-chefe da economia, mas sempre de olho na proteção do meio ambiente. Nesta direção, se observa o equilíbrio entre a proteção do meio e a exploração das áreas protegidas para o turismo de natureza e aventuras.

O país conta com 211 áreas identificadas e quase todas, menos quatro que são Reservas Naturais, se adaptam às diferentes modalidades de turismo, como parques nacionais, reservas ecológicas, refúgios de fauna, entre outras.

Os turistas podem entrar em muitas dessas zonas para praticar o trekking, uma modalidade muito popular, mas é preciso monitorar sistematicamente esses lugares para sua preservação.

Por isso, se abrem caminhos, e se fecham outros, segundo a necessidade de mantê-los protegidos, ou para recuperá-los de devastações por conta de eventos da natureza, como, por exemplo, os furacões.

Danos consideráveis sofreu o Parque Natural Alejandro de Humbolt, que abrange as províncias de Guantánamo e Holguín, no leste cubano, durante a passagem do furacão Matthew, em outubro de 2016.

O Parque Nacional Alejandro de Humbolt é um dos lugares de maior equilíbrio ecológico, endemismo, conservação e biodiversidade de Cuba e do Caribe insular, e foi tombado em 2001 Patrimônio Natural da Humanidade pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura.

O zelo, todavia, não se limita aos lugares protegidos. Presta-se atenção a todos os estabelecimentos hoteleiros existentes em Cuba. Por exemplo, se incentiva o uso de aquecedores solares e lâmpadas lede.

Conforme as autoridades do setor, se utiliza cinco por cento de todos os investimentos no tema ambiental a fim de consolidar programas ecologicamente sustentáveis e em harmonia com o meio ambiente.

Atualmente, estuda-se investir mais na conservação da própria zona e se utilizam três quartos de todos os detritos hoteleiros na alimentação animal.

Incentiva-se, igualmente, a capacitação dos guias e de outros trabalhadores do setor para garantir o cuidado da natureza, e se controla os pacotes turísticos para que sejam aprovados segundo os regulamentos, disposições e licenças pertinentes.

Desde 1993, com financiamento do Fundo Mundial para o Meio Ambiente, se desenvolve um projeto conhecido como Sabana-Camaguey, que compreende o estudo das dunas, fontes d'água, a utilização das espécies autóctones e o manejo integral das costas.

Para as autoridades cubanas é muito importante que, paralelamente ao desenvolvimento do turismo no pais, avance a proteção do meio ambiente, porque, como manifestara o ministro do Turismo Manuel Marrero “a única maneira de preservar nosso trabalho e a conservação do país para as futuras gerações”.

 

 

Editado por Lorena Viñas Rodríguez



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