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Presidente argentino admite o aumento da pobreza

Foto: Efe.

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Por:Maria Josefina Arce

Quatro meses atrás o presidente da Argentina, Maurício Macri, afirmava que a taxa de pobreza tinha baixado. Segundo ele, a responsabilidade sobre esse flagelo cabia aos governos de Néstor Kirchner e Cristina Fernández de Kirchner. Naturalmente, não se lembra dos muitos programas sociais que ambos implementaram para beneficiar justamente os menos favorecidos.

Daquela feita, muitos comentaram que tinha sido uma farsa o número dado pelas autoridades, que estimaram que a pobreza tinha baixado a cinco por cento, nada a ver com a verdadeira situação do país sul-americano desde 2015, quando Macri assumiu a presidência.

O Observatório da Dívida Social da Universidade Católica Argentina revelava à época que ao menos 13 milhões de argentinos viviam debaixo da linha de pobreza e persistiam os níveis de necessidades básicas não satisfeitas.

O tempo deu razão aos que consideravam falso o percentual divulgado pelo governo. O presidente Maurício Macri foi obrigado a admitir, finalmente, que a pobreza aumentou nos últimos meses.

Não passaram de meras palavras seu discurso quando ganhou as eleições: “meu governo vai cumprir o sonho de tirar todos os argentinos da pobreza”.

E não poderia ser de outra maneira. Seu modelo econômico neoliberal só trouxe subida do custo de vida, desemprego, privatizações, elevada inflação e o cancelamento de programas sociais que beneficiavam os segmentos populacionais mais vulneráveis.

Os especialistas prognosticaram o aumento da miséria depois dos acontecimentos dos últimos meses quando o desmoronamento do peso com relação ao dólar disparou a inflação 31 por cento. Esta situação fez com que o governo pedisse um crédito de 50 bilhões de dólares ao Fundo Monetário Internacional, que propulsa os duros cortes nos gastos sociais.

Para Mariana Heredia, pesquisadora do Instituto de Altos Estudos Sociais da Universidade de San Martin, a Argentina viverá um segundo período de recessão econômica e perda do poder aquisitivo dos trabalhadores.

“Estamos falando de novo na segurança alimentar de uma boa parte da população e da reabertura de refeitórios comunitários nos bairros pobres”, assinalou Roxana Mazzola, professora da Faculdade Latino-Americana de Ciências Sociais.

Um relatório de junho passado da Universidade Católica Argentina, publicado pelo jornal Página 12, ilustra os efeitos da política de endividamento, ajuste e dispensas do governamental partido Cambiemos no setor mais vulnerável da sociedade: a infância.

O documento revela que 48,1 por cento das meninas e meninos argentinos vivem em condições de pobreza e um terço deles come em refeitórios comunitários, porque não tem alimento em casa.

Segundo os especialistas, a economia argentina fechará este ano com uma diminuição de 0,3 por cento, o que afetará, como sempre, os segmentos mais pobres.

Editado por Lorena Viñas Rodríguez
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