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Governo argentino se ata ao FMI

Por: Guillermo Alvarado

O ministro da Fazenda  - e agora também de Economia – da Argentina, Nicolás Dujovne, apresentou ao Congresso o projeto de orçamento para 2019 que contém duro ajuste, ao teor das exigências impostas pelo Fundo Monetário Internacional FMI para renegociar os prazos de entrega de um crédito pactuado este ano.

Segundo o ministro, em 2018 a economia terá uma queda de 2,4 por cento, bem acima do previsto, e no ano que vem a queda do Produto Interno Bruto PIB será de meio ponto.

Isto significa que o presidente Maurício Macri finalizará seu mandato com uma contração de 1,9 pontos comparado com o que tinha recebido do governo anterior de Cristina de Kirchner.

O pior não é o que aparece nas estatísticas da macroeconomia, e sim o mal que seu governo está fazendo ao padrão de vida da população, especialmente aos segmentos populacionais menos favorecidos, como os desempregados, os aposentados e as donas de casa.

A inflação em 2018 era de 42 por cento e no ano que vem será de 23 por cento. Isto significa que, em média, os preços da cesta básica subirão em um terço para todos os argentinos, o que, combinado com a queda dos salários e das aposentadorias, se traduz no aumento da pobreza e da má nutrição, isto porque para compensar a subida do custo de vida as pessoas consumem menos, e compram produtos de qualidade inferior.

O FMI exige zerar o déficit fiscal em 2019, isto é, o governo só pode  gastar suas receitas, o que num panorama negativo generalizado da economia mundial se traduz em mais carências para as pessoas.

Dujovne se referiu a isso quando disse que no próximo orçamento vão continuar cortando subsídios de ajuda aos pobres para pagarem as tarifas dos serviços públicos indispensáveis, especialmente a luz, o transporte, o gás e água.

Diminuirão, também, drasticamente, os gastos do Estado, mas sem mexer nos salários exorbitantes dos altos funcionários, em troca, vão cortar as verbas destinadas à educação, à moradia, e ao transporte.

Quanto aos servidores públicos, não haverá novas admissões, nem serão cobertas as vagas deixadas pelos aposentados ou dos que saírem por vontade própria.

Tudo isto servirá para compensar o drástico aumento dos juros da dívida de 50 bilhões de dólares destinados para equilibrar o mercado cambiário; nada a ver com os investimentos, nem com o serviços.

Trata-se, portanto, de um ajuste neoliberal, no estilo do FMI que prefere sacrificar os princípios de fome e pobreza no altar do déficit zero, como se o Estado tivesse mais obrigações com as finanças públicas do que com a população, que é o objetivo prioritário de um governo se as coisas fossem como deveriam ser.  

 
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Editado por María Candela
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