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Colômbia: extermínio de líderes sociais

Por: Guillermo Alvarado

Em meio ao pasmo de pequenas comunidades rurais e o silêncio cúmplice da maioria dos meios de comunicação, na Colômbia continua de vento em popa um sistemático extermínio de líderes sociais, defensores do meio ambiente e dos direitos humanos ou ativistas indígenas e camponeses.

Conforme dados compilados por grupos humanitários, neste ano morreram em diferentes lugares da Colômbia mais de 160 líderes, muitos dos quais tinham denunciado que recebiam ameaças de morte, o que não bastou para que as autoridades lhes dessem proteção.

Se contarmos as vítimas desde a assinatura dos acordos de paz entre o governo do ex-presidente Juan Manuel Santos e a então guerrilha das Farc- Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia – o número sobe a 458.

Para lá dos números, é revelador que a polícia e a justiça não sejam capazes de achar os responsáveis; é mais do que indolência, é quase cumplicidade por omissão.

A própria Unidade Nacional de Proteção (entidade do ministério do Interior encarregada de prestar serviços de segurança e escolta na Colômbia) admitiu a gravidade da situação.

Seu novo diretor, Pablo Elías González, afirmou há poucos dias que os ataques contra os ativistas sociais são um extermínio sistemático feito por quadrilhas de criminosos.

No último fim de semana, três dirigentes comunitários foram assassinados na Colômbia, porém, na segunda-feira, na versão digital de alguns dos principais jornais desse país não aparece nenhuma informação.

Alguma coisa parecida está acontecendo com os mais de 80 mil desaparecidos; ninguém, a não ser seus familiares e alguns atividades, está interessado em procurá-los, ou determinar o que foi feito deles.

Não há indício de que as coisas vão melhorar após o governo de Ivan Duque ter abandonado virtualmente as negociações com o insurgente Exército de Libertação Nacional, um processo que deixa poucas expectativas após o destino pouco promissor do pacto acertado com as Farc que, em termos gerais, deu poucos passos rumo à paz.

Neste quadro, chama a atenção que Duque e alguns altos funcionários de seu governo, se dediquem  a atacar a vizinha Venezuela, dizendo que lá há uma crise humanitária.

É como aquela sentença da Bíblia: ver a palha no olho alheio e não perceber a viga no próprio olho.

Editado por María Candela
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