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A desordem do governo Trump

Por: Maria Josefina Arce

Faltam menos de duas semanas para as eleições de meio tempo nos Estados Unidos e as críticas chovem sobre o governo republicano que preside Donald Trump.

Para ex-funcionários, cidadãos e analistas, a desordem reina no atual governo, que não conseguiu marcar nenhum gol em quase dois anos de mandato.

As desastrosas decisões de Trump em nível mundial se traduziram em sérios confrontos com seus aliados tradicionais carregando ele o rótulo de presidente mais impopular.

Para muitos, o atual inquilino da Casa Branca com suas erráticas ações levou os Estados Unidos a perderem sua liderança. Assim pensa, também, a a ex-embaixadora norte-americana Roberta Jacobson. Ela comenta que o caos que prevalece na tomada de decisões do atual governo minou a diplomacia e os interesses de Washington no mundo.

Em artigo publicado no jornal The New York Times, Jacobson, que renunciara em maio a seu posto de embaixadora no México, explica que no governo de Trump não existe comunicação entre a Casa Branca e o Departamento de Estado, o que deixa nossos embaixadores – disse – em posições difíceis e nossos aliados, revoltados, alineados e desconcertados.

Jacobson é apenas uma de dezenas de funcionários do governo Trump que se demitiram de seus cargos. Para que façam ideia do caos reinante, só nos primeiros 14 meses da era Trump 16 funcionários largaram o governo por decisão própria ou por dispensas inesperadas.

Nos últimos meses, se somaram à lista figuras proeminentes como Nikki Haley, embaixadora dos EUA na ONU, que, sem dar explicações, anunciou que vai abandonar o posto no final do ano.

Os cidadãos norte-americanos endossam as críticas ao presidente norte-americano pelo mal manejo dos assuntos exteriores e domésticos.

Uma pesquisa do canal de televisão Fox News revela que 53 por cento dos entrevistados questionam o trabalho do mandatário norte-americano. Por sua vez, consulta feita pela CNN garante que mais de 60 por cento dos norte-americanos estão descontentes com a gestão do atual presidente.

Em meio a este panorama nada promissor para o partido governista republicano, serão realizadas as chamadas eleições de meio tempo na primeira terça-feira de novembro, nas que será renovada uma parte do Senado e toda a Câmara de Representantes. Todos coincidem que as eleições serão um referendo sobre a gestão de Trump.

Até agora, as pesquisas dão vantagem aos democratas sobre os republicanos, que carregam nos ombros as errantes ações do presidente Donald Trump em diferentes temas.

Editado por Lorena Viñas Rodríguez
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