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Buscam potenciar intercâmbio agrícola entre Cuba e EUA

Por Maria Josefina Arce

O setor agrícola norte-americano aposta em Cuba, um mercado atrativo para os agricultores e pecuaristas dos Estados Unidos, mas o acesso ao mesmo é limitado por causa das leis do bloqueio econômico, comercial e financeiro imposto há quase seis décadas por Washington à Ilha.

Muitas pessoas do ramo e congressistas inclusive assinalam que Cuba é um dos poucos mercados estrangeiros onde o potencial para o crescimento agrícola norte-americano pode ser quantificado.

Nessa direção se pronunciaram, também, membros do partido Republicano do presidente Donald Trump, que teima em endurecer a desumana política do bloqueio.

Em novembro passado se realizou em Havana a 1ª Conferência da Coalizão Agrícola Estados Unidos – Cuba, composta por mais de 60 associações, empresas e funcionários de 17 estados norte-americanos que apoiam a normalização do comércio nessa área.

Levam anos buscando a mudança de atitude de Washington e do Congresso para incentivar o comércio entre as duas nações, que beneficiaria muito os povos norte-americano e cubano.

Esse caminho foi percorrido pela legisladora por Dakota do Norte, Heidi Heitkamp e a Coalizão Agrícola dos Estados Unidos, cujos esforços acabaram sendo coroados de êxito com a aprovação pelo Senado há poucos dias de uma emenda dentro da Lei Agrícola 2018 para propulsar o comércio com Cuba.

A senadora norte-americana tinha encaminhado pela primeira em 2015 uma proposta que pedia suspender a proibição de bancos privados e companhias oferecerem créditos para a venda de produtos agrícolas à Ilha.

Agora, com a emenda, se autoriza o uso dos fundos do Programa de Desenvolvimento do Mercado Exterior e do Programa de Acesso ao Mercado em Cuba.

A medida incluída na Lei Agrícola 2018 permitirá criar, expandir e manter um forte mercado de exportação cubano para os produtores e processadores agrícolas dos Estados Unidos, sem custo adicional para os contribuintes norte-americanos.

Para a legisladora e a Coalizão Agrícola dos Estados Unidos, esta mudança de política do Departamento da Agricultura aliviaria os baixos preços dos produtos básicos norte-americanos porquanto propulsaria uma nova relação comercial fiável, aumentaria as receitas obtidas através das exportações de produtos agrícolas e o volume de exportações para os agricultores e pecuaristas.

Os produtores norte-americanos estão muito interessados em aproveitar a proximidade de Cuba, um aspecto importantíssimo para baratear os custos e que também oferece uma grande oportunidade para os cubanos que, hoje em dia, compram os produtos em mercados distantes cujos preços são elevados por causa do frete.

De resto, os norte-americanos julgam que Cuba pode vender produtos aos Estados Unidos que os norte-americanos gostariam de comprar.

A inclusão da emenda na Lei Agrícola 2018, bem como sua aprovação pelo Senado, abre uma porta para o comércio de alimentos entre Cuba e os Estados Unidos, uma opção que favorecerá os dois povos e que - estimam os legisladores norte-americanos - poderia ser o ponto de partida para avançar na normalização das relações entre as duas nações.

Editado por Lorena Viñas Rodríguez
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