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Seis países latino-americanos decidem governo

Foto: Archivo.

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Por: Guillermo Alvarado

Sem a estridência, nem a repercussão das eleições acontecidas no ano passado, nos países mais povoados e com maior economia regional, isto é, Brasil e México, em 2019 seis nações latino-americanas elegerão suas futuras autoridades, sendo que em algumas delas o panorama é bastante complicado, hoje em dia.

O calendário eleitoral começa em 3 de fevereiro em El Salvador, onde a governista Frente Farabundo Marti de Libertação Nacional FMLN está relegada a um terceiro lugar nas intenções de voto, apesar de ter um candidato de elevado quilate como o ex-chanceler Hugo Martínez. Parece que dois governos sucessivos e muitos problemas não resolvidos, como a violência, por exemplo, desgastaram a ex-organização guerrilheira.

A situação da conservadora Alianza Republicana Nacionalista ARENA também não é das melhores por causa dos escândalos de corrupção que envolve suas principais figuras.

O favorito nas pesquisas é o ex-prefeito de São Salvador, Nayib Bukele, ex-membro da FMLN e ora candidato de uma aliança considerada de direita.

As eleições na América Latina continuam no mês de maio no Panamá, onde a principal polêmica é a eventual participação do ex-presidente Ricardo Martinelli, atualmente na cadeia, que poderia ser candidato para prefeito da cidade do Panamá.

No Panamá, de momento o favorito é Laurentino Cortizo, do Partido Revolucionário Democrático, que foi fundado por Omar Torrijos.

Em junho, haverá eleições presidenciais na Guatemala. O atual presidente Jimmy Morales tocou o fundo do poço quanto à aprovação por assinalamentos de corrupção e ineficácia. Tão desapontados estão os guatemaltecos com os políticos locais que faltando seis meses para os pleitos não há favorito claro entre as antigas figuras que pretendem voltar ao poder. Muitos apoiam a ex-procuradora Thelma Aldana, mas ela ainda não confirmou se vai ou não vai se candidatar.

Sem dúvida, as eleições mais tranquilas acontecerão no Uruguai, no mês de outubro. A não ser que haja surpresa, a Frente Ampla continuará dirigindo a nação, mas não se sabe, por enquanto, quem será o candidato a substituir José Mujica e Tabaré Vásquez, que se retiram da política pública.

Nesse mesmo mês, na Argentina, será reeditado o enfrentamento entre o partido Cambiemos, do presidente Maurício Macri, e os simpatizantes de Cristina Fernández de Kirchner. Não se sabe se ela poderá ou não se candidatar.

Macri se apresentará desgastado devido à má situação econômica, a pior desde a grande crise de 2011 que depôs o governo de Fernando de la Rúa.

No mês de outubro também haverá eleições presidenciais na Bolívia que poderiam dar o quarto mandato consecutivo na presidência a Evo Morales. A seu favor o presidente Morales tem as grandes mudanças sociais e econômicas realizadas nessa nação desde que assumiu o poder pela primeira vez em 2005.

A campanha ainda não começou, mas estas eleições são consideradas as apertadas para o Movimento ao Socialismo, o partido de Evo, que assume o desafio com marcante otimismo.

Editado por Lorena Viñas Rodríguez
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