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A perigosa política exterior de Donald Trump

Por: Maria Josefina Arce

As decisões tomadas por Donald Trump em política exterior desde que assumiu a presidência dos Estados Unidos são perigosas, controversas e representam uma ameaça para a paz e a estabilidade mundial.

A saída do Tratado Nuclear com o Irã, suas ataques à Síria e o reconhecimento de Jerusalém como capital de Israel potenciam os perigos que pairam sobre o convulso panorama do Oriente Médio.

Na América Latina, ignora o governo legítimo da Venezuela e acena com a possibilidade de uma intervenção militar nessa nação. Como se não bastasse endurece a política hostil contra Cuba. Tudo faz parte de sua estratégia na região declarada zona de paz em 2014 pela CELAC – Comunidade de Estados Latino-Americanos e Caribenhos.

A isto se soma o anúncio de os EUA suspenderem suas obrigações no quadro do INF – Tratado de Forças Nucleares de Alcane Médio – e começarem o processo de saída.

O mencionado acordo - assinado em 1987 entre Estados Unidos e a Rússia – representava um certo freio à corrida armamentista, embora só incluísse os mísseis  de alcance de 500 a 5.500 quilômetros.

Algumas horas depois do anúncio de Trump, Rússia respondeu com uma medida equivalente, ainda que o presidente Vladimir Putin garantisse que não tinha a intenção de provocar a escalada das hostilidades.

A decisão norte-americana acionou o alarme. A China afirmou que a saída dos EUA do Tratado INF terá graves consequências, e a Alemanha pediu prudência e exortou Washington a repensar o assunto.

Meios de imprensa norte-americanos tinham adiantado que John Bolton, assessor de segurança nacional de Trump, esteve pressionando  Trump para sair do acordo, sob o pretexto de que a Rússia violou o documento ao desenvolver um novo míssil cruzeiro.

Informam, também, das intenções de Bolton de bloquear a renovação de outro tratado com a Rússia, o New Start, que foi assinado em 2010 e e expira em 2021. Este convênio tem a ver com as armas estratégicas.

Todos conhecem Bolton, que nunca escondeu sua posição guerreirista para atingir os objetivos hegemônicos de Washington.

Antigamente, era um dos homens que propulsavam o falso argumento da existência de armas de destruição em massa que conduziram à invasão ao Iraque em 2003. Hoje em dia, apoia a declaração de guerra à Coreia do Norte e Irã, além de atacar sem cessar o governo da Venezuela.

Com esses assessores e a volubilidade de Trump não se podem esperar coisas boas. A possibilidade de uma nova corrida armamentista está aí, por conta da política exterior do presidente norte-americano  que só busca a primazia dos Estados Unidos sem sem importar com o perigo que representa para a paz e a estabilidade internacional.

Editado por Lorena Viñas Rodríguez
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