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Estados Unidos mentem de novo

Por Guillermo Alvarado

O presidente dos EUA Donald Trump ameaça abertamente com intervenção militar contra a República Bolivariana da Venezuela com o surrado argumento da “necessidade de intervir” devido a uma suposta crise humanitária no país sul-americano.

Este argumento não é outra coisa senão uma mentira a mais das muitas que o império do norte vem utilizando ao longo de sua história para atingir seus objetivos, ficar com valiosos recursos naturais ou ocupar países em posições geoestratégicas, ou simplesmente, se desfazer de governos que incomodam seus interesses.

Vale recordar que no fim da guerra de independência de Cuba, os Estados Unidos fabricaram o afundamento do navio MAINE para poder se intrometer na contenda, “vencer” a já vencida Espanha e ficar com um lugar no Caribe, a chave do continente americano.

No final da Segunda Guerra Mundial, sob o pretexto de salvar centenas de vidas de soldados norte-americanos que supostamente morreriam na ocupação do Japão, jogaram nesse país duas bombas atômicas que inauguraram a era nuclear, talvez a última na evolução humana.

Utilizaram também mentiras para justificar as intervenções na Guatemala, Cuba, República Dominicana, Granada, Nicarágua e Panamá, e traíram a Argentina ao se alinharem com a Grã-Bretanha na guerra das Malvinas.

Todas estas práticas antigas vestiram roupa nova no século 21 com a invenção de conceitos falsos, como a intervenção humanitária, cuja primeira vítima foi a a Iugoslávia, desagregada pela Organização do Tratado do Atlântico Norte OTAN devido a uma suposta limpeza étnica contra a população de Kosovo.

A aventura bélica não foi aprovada pelas Nações Unidas, mas os que a cometeram pouco se importaram com isso.

O melhor exemplo da utilização de fake news, inclusive antes de o termo ser inventado, foi o das inexistentes armas de destruição em massa no Iraque.

Nenhum governo dos Estados Unidos pediu perdão ao mundo por ter destruído aquele país, assassinado milhares de seus habitantes com a utilização de armas proibidas pelos acordos internacionais e ficar com seus recursos petroleiros. Somália, Líbia ou Haiti também receberam “ajuda humanitária” norte-americana e nenhum deles viu jamais um dia melhor, pelo contrário, são pasto da violência, pobreza e de todas as misérias imagináveis.

Agora, a ameaça paira sobre a Venezuela, sob a batuta de alguns que não se importam com tolerar, ou implorar uma ação militar contra seu próprio país. A eles, aos Guiadó e companhia queremos recordar os versos do poeta guerrilheiro guatemalteco Otto René Castillo: Desgraçados os traidores, mãe pátria, desgraçados. Eles conhecerão a morte da morte até a morte. Por que nasceram filhos tão vis de mão carinhosa?

Editado por Lorena Viñas Rodríguez
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