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México não sossegará até encontrar a verdade sobre os 43 de Ayotzinapa

Por Maria Josefina Arce

Como tinha prometido em sua campanha eleitoral, o presidente Manuel López Obrador, imediatamente depois de ter assumido a presidência, em dezembro passado, criou uma Comissão da Verdade, para clarificar o sumiço dos 43 estudantes de Ayotzinapa, um caso que em 2014 conturbou a sociedade mexicana e ainda hoje ninguém sabe ao certo o que foi que aconteceu.

O governo de López Obrador quer clarificar os fatos e levar os responsáveis perante os tribunais, independentemente do cargo que tivessem ocupado quando os garotos em questão sumiram.

Para que progredissem as investigações, o governo mexicano assinou um acordo com a Agência da Alta Comissária da ONU para os Direitos Humanos, para que a mencionada agência forneça assessoramento e assistência técnica à Comissão da Verdade e à Justiça no caso dos 43 estudantes normalistas de Ayotzinapa.

Descobrir a verdade, fazer justiça, reparar e garantir que não se repitam casos como esse é uma obrigação e um empenho do Estado mexicano, afirmou Michelle Bachelet, Alta Comissária dos Direitos Humanos, em sua recente visita ao México.

Os investigados vão esmiuçar a versão oficial do governo anterior presidido por Enrique Peña Nieto, que afirma que os estudantes foram detidos por policiais corruptos de Iguala e entregues ao grupo criminoso Guerreros Unidos, que matou todos e queimou seus corpos num lixão.

Todavia, peritos independentes não se fiam dessa versão. Disseram que era impossível que os estudantes fossem incinerados no depósito de lixo, porque nesse lugar não se encontrou nenhuma prova de que alguém tivesse queimado corpos, o que desmente a versão de alguns envolvidos.

A Comissão deve ter acesso a todas as informações e provas, que não poderão ser classificadas como informação reservada por estarem ligadas a delitos de lesa humanidade.

O decreto de López Obrador sobre a criação da Comissão estabelece que seja investigado qualquer membro do governo e do exército envolvido naquele triste acontecimento.

Com o assessoramento da ONU, a Comissão vai retomar o estudo da Procuradoria Geral da República para examinar absolutamente tudo, inclusive o que tinha sido descartado, ou deixado de lado.

O acordo com a ONU permitirá avançar não só no esclarecimento do caso Ayotzinapa, mas também de muitos outros delitos que ainda permanecem sem resposta.

Introduzir mudanças no sistema judiciário mexicano, permeado pela corrupção é o objetivo do governo de Manuel López Obrador, que busca levar justiça a muitas famílias que perderam seres queridos em diferentes circunstâncias.

No México existem mais de 40.000 desaparecidos e seus familiares continuam reclamando justiça.

O governo de Manuel López Obrador está comprometido com a verdade e a justiça. Ele preten

Editado por Lorena Viñas Rodríguez
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