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Direita sem plano de governo na Bolívia

M.J. Arce

As eleições presidenciais na Bolívia foram convocadas oficialmente para 20 de outubro. A oposição tem focado sua estratégia no rechaço à candidatura de Evo Morales para um novo mandato ante a possibilidade real da continuidade do seu partido no poder: o MAS – Movimento ao Socialismo. Faltando apenas alguns meses para a votação, a direita ainda não apresentou um plano de governo.

No lançamento da campanha do atual mandatário, na localidade de Chimoré, estavam dezenas de milhares de pessoas. Representantes de todos os segmentos sociais externaram seu apoio ao processo de mudanças em que o país mergulhou desde 2006.

Recente pesquisa de opinião com habitantes das cidades e da zona rural indica que Morales tem vantagem de 11% sobre seu mais próximo rival, Carlos Mesa, da coalizão Comunidade Cidadã. Diante disso, dirigentes opositores buscam apoio internacional, sobretudo dos EUA e dos governos neoliberais da região, para tentar barrar a candidatura do atual chefe de Estado.

Em abril passado, soube-se que vários políticos da oposição enviaram carta ao presidente norte-americano, Donald Trump, pedindo uma intervenção dos EUA na Bolívia. Entre os signatários estava Samuel Doria, ex-candidato presidencial pela Unidade Nacional. Em 2006, Doria fez solicitação semelhante aproveitando suas relações com a embaixada estadunidense.

Falando no programa “Polêmica”, da Bolívia TV, Adriana Salvatierra, titular do Senado, disse que a oligarquia fez do ódio e do NÃO à reeleição de Morales uma postura política.

Porém, como é costume, nem sequer nesse ponto a direita está unida, sendo incapaz de ultrapassar os interesses pessoais e o afã de poder. Para as eleições de outubro, já são vários os que almejam disputar a chefia do estado.

Centrada na campanha para desacreditar a imagem de Evo Morales, minimizar as conquistas do governo e demonstrar que sua reeleição seria ilegal, apesar de ter o aval do Tribunal Supremo Eleitoral, a oposição deixou emm segundo plano a concepção de um plano de governo.

Até agora não se conhece nenhuma proposta para impulsionar o desenvolvimento do país e o bem-estar dos cidadãos, principalmente as camadas humildes, beneficiadas pelas autoridades atuais desde que assumiram o poder em 2006.

O vice-presidente Alvaro Garcia, que volta a acompanhar Morales na candidatura a um novo mandato, sublinhou que o único plano da direita é o NÃO: “Não ao país, Não à democracia, Não aos pobres, Não aos humildes, Não à industrialização, Não à justiça social”.

Esperam-se tempos de grande polarização, com uma direita que só tem como meta voltar ao poder e vai apelar a várias táticas para alcançar esse objetivo.

Porém, a última palavra será dada pelos cidadãos bolivianos nas urnas em 20 de outubro. A maioria reconhece os resultados dos 13 anos de gestão do presidente Evo Morales, que instaurou no país a estabilidade política e social e um crescimento econômico constante, reconhecido por organismos internacionais.

Editado por Lorena Viñas Rodríguez
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