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Brexit: herança maldita?

Guillermo Alvarado

Após quase três anos à frente do governo do Reino Unido, Theresa May pediu sua demissão, e também se afastou da liderança do partido Conservador sem ter conseguido cumprir o que transformou em sua principal tarefa: completar o divórcio da União Europeia.

May foi a segunda mulher em ocupar o posto. Antes, só chegara a esse nível Margaret Thatcher, que ficou conhecida como a Dama de Ferro da política britânica. Agora, tornou-se mais uma vítima do Brexit, o processo de separação do bloco continental.

O primeiro tombo foi o de David Cameron, que deixou o cargo de primeiro-ministro ao serem divulgados os resultados do referendo convocado por ele próprio para saber a opinião dos cidadãos em torno da permanência ou não na União Europeia.

May assumiu a chefia do gabinete com muito fôlego, mas não conseguiu avançar além das negociações entre ambas as partes, cujo acordo nunca teve a luz verde do Parlamento britânico por causa de seus erros e do desgaste que o assunto ocasionou no seio dos conservadores.

Há 10 candidatos para sucedê-la. Os aspirantes tinham de ser membros dessa organização política, atualmente no poder, e contar com o apoio de pelo menos oito legisladores também do partido Conservador. Na quinta-feira, serão eliminados os que tiverem menos de 17 votos no Parlamento, e uma semana depois, os que não alcançarem 33.

O processo continua desse jeito até ficarem apenas dois candidatos, a serem submetidos ao voto dentro desse partido no dia 22 deste mês. Ao longo desse período, Theresa May continuará ocupando o cargo, mas só para resolver assuntos administrativos.

Até agora, o principal aspirante é Boris Johnson, ex-ministro das Relações Exteriores. Ele é um personagem polêmico, amigo do presidente norte-americano Donald Trump e favorável a um brexit “duro”, sem pagar nenhuma compensação à União Europeia pela separação.

O prazo dado à Grã-Bretanha pelo bloco comunitário para definir sua posição vence em 31 de outubro. O tempo é curto para o novo chefe de governo, e não seria uma surpresa vê-lo também pedindo demissão ou tirado do posto.

Nesse contexto, os cidadãos britânicos temem que questões medulares como a saúde, educação, pobreza e outros passem a um segundo plano, como ocorreu durante o mandato de Theresa May. Aliás, ela é considerada uma das piores governantes do Reino Unido, e alguns dizem que sua gestão foi semelhante a uma página em branco.

Editado por Lorena Viñas Rodríguez
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