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Rede hoteleira espanhola Meliá reitera laços com Cuba

M.J. Arce

A rede hoteleira espanhola Meliá é um dos alvos do título Três da lei norte-americana Helms – Burton, ativado recentemente para endurecer o bloqueio econômico, comercial e financeiro imposto a Cuba há quase 60 anos. Esse capítulo, que vinha sendo suspenso desde 1996 por sucessivas administrações, se tornou efetivo por decisão do presidente Donald Trump, em maio passado.

Assim, foram instaurados mecanismos para que pessoas físicas e jurídicas dos EUA possam processar nos tribunais todo governo, empresa ou homem de negócios de terceiros países que obtiverem lucros de sua relação direta ou indireta com propriedades nacionalizadas em Cuba depois da vitória da Revolução.

A rede Meliá defende seus investimentos neste país, que considera único por sua natureza, cultura e patrimônio histórico e cultural, além da estabilidade e segurança para os turistas. Gabriel Escarrer, presidente da Meliá Hotels International, disse que a companhia mantém sua aposta em Cuba e confia em que o litígio com os EUA tenha uma solução que respeite o direito internacional.

Recente comunicado da rede hoteleira garante que suas operações nesta Ilha e noutros 44 países são legítimas, e sublinha que sua gestão em Cuba tem sido responsável e profissional.

Falando numa junta de acionistas, em Palma de Mallorca, Escarrer disse que o bloqueio norte-americano afeta sobretudo os hotéis situados em zonas urbanas, porém, reiterou que nunca se arrependeu de ter apostado no desenvolvimento do turismo nesta nação.

A postura de Meliá e de outras empresas espanholas relacionadas com Cuba tem sido apoiada pelo governo da nação europeia, que rechaça a ativação do título Três da Helms – Burton, de marcante teor extraterritorial.

A ministra de Indústria, Comércio e Turismo, María Reyes Maroto, que presidiu a delegação espanhola na recente Feira Internacional de Turismo, em Havana, exortou os homens de negócios do seu país a continuarem investindo no mercado cubano. Disse que não há só um presente, mas também um futuro promissor com muito potencial.

A União Europeia se pronunciou em termos semelhantes contra a ativação plena da Helms – Burton. Há poucos dias, os ministros de Relações Exteriores do bloco continental se reuniram em Luxemburgo e abordaram qual será a resposta aos EUA para proteger seus investimentos em Cuba. Advertiram que o caso poderia ser colocado na OMC – Organização Mundial do Comércio.

Cabe recordar que em 1996 a União Europeia aprovou o chamado Estatuto do Bloqueio, como antídoto à Lei Helms – Burton, instaurada nesse mesmo ano, levando em conta a ameaça que significa para as relações econômicas e comerciais cubanas.

Seu título Três tem sido alvo do rechaço internacional e também dentro dos próprios EUA, onde vários segmentos acreditam que esta decisão do governo de Donald Trump isolará Washington mais ainda.

Editado por Lorena Viñas Rodríguez
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