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Cuba tenciona reaquecer sua economia

M.J. Arce

Cuba tem uma estratégia bem definida para reaquecer sua economia e satisfazer as necessidades da população apesar do difícil entorno internacional e o endurecimento do bloqueio econômico, comercial e financeiro imposto pelos EUA, vigente há quase 60 anos.

O país enfrenta, também, uma situação interna complexa. Mesmo assim, no primeiro semestre deste ano conseguiu frear a escalada de endividamento externo, melhorar o equilíbrio comercial de bens e serviços, recuperar a produção de vários itens e terminar investimentos importantes.

Continua sendo de importância vital aumentar a produção nacional, sobretudo de alimentos, levando em conta os gastos anuais nas importações. A compra de muitos itens no exterior pode ser substituída pela produção no país melhorando o aproveitamento dos recursos disponíveis.

O presidente Miguel Díaz-Canel afirmou que a importação acomoda e cerceia a iniciativa. Por isso é importante encontrar soluções próprias para economizar divisas que poderiam ser investidas noutras esferas.

Ao participar dos debates da comissão de Assuntos Econômicos do parlamento cubano, em Havana, Díaz-Canel disse que é preciso escutar a opinião de todos, as sugestões e propostas, porque na sabedoria popular podem ser encontradas as soluções a muitos problemas atuais.

Indicou que estão em andamento projetos de investimento estrangeiro no montante de vários bilhões de dólares, alguns encaminhados a substituir importações.

Por outro lado, o aumento de salário no setor que depende do orçamento do Estado contribui a resolver uma das reivindicações da população e a incentivar a eficiência no trabalho, aumentar a produção com melhor qualidade e poupar recursos.

Além de reduzir o montante de importações, o propósito e aumentar as exportações para gerar mais ingressos à nação. Esse dinheiro poderia ser usado na indústria agroalimentar e outras áreas sensíveis para a população. Nesse rumo está o crescimento na superfície de plantações com sistemas de irrigação. É importante também fomentar o investimento estrangeiro para introduzir no país novas tecnologias que contribuam a elevar o rendimento agrícola.

O processo requer aprimorar o controle interno nas empresas para evitar ilegalidades e casos de corrupção, atitudes que freiam o desenvolvimento socioeconômico e não são compatíveis com os princípios da Revolução cubana.

Reduzir importações, aumentar a produção, poupar recursos e elevar a eficiência não são apenas palavras de ordem, são necessárias para enfrentar as difíceis condições externas e avançar rumo ao desenvolvimento da economia. Os cubanos não abrem mão dessa meta, apesar de viverem num país bloqueado pelos EUA há décadas, garante o presidente Díaz-Canel.

Editado por Lorena Viñas Rodríguez
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