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Hiroshima e Nagasaki: quando os demônios baixaram do céu

G. Alvarado

Em nove de agosto de 1945 o governo dos EUA, então presidido por Harry Truman, confirmou seu caráter genocida ao jogar sobre a cidade japonesa de Nagasaki uma bomba de plutônio que matou na hora 70 mil pessoas, e outras dezenas de milhares foram definhando aos poucos nos anos seguintes.

O crime contra a humanidade foi totalmente desnecessário. Três dias antes, a cidade japonesa de Hiroshima tinha sido reduzida a cinzas por outra bomba atômica norte-americana, nesta ocasião de urânio. Mais de 100 mil seres humanos foram dizimados em questão de segundos.

Ou seja, o poderio nuclear dos EUA tinha sido demonstrado na prática, e o Japão não tinha outra alternativa senão claudicar numa guerra que antes disso já era considerada perdida. Lançar um novo artefato atômico contra a população civil da nação asiática carecia de sentido, como também não tinha justificativa alguma a primeira explosão.

Os militares e dirigentes norte-americanos estavam cientes do enorme poder de destruição desse tipo de armamento, desenvolvido ao longo de anos. Em 16 de julho de 1945 tinham confirmado essa hipótese no teste nuclear feito no deserto de Alamogordo, no Novo México. O resultado do projeto “Trinity” demonstrou que o homem tinha entrado numa nova época, na qual seria capaz de destruir tudo o que tinham construído as civilizações anteriores.

A seleção de Hiroshima e Nagasaki foi de uma crueldade extrema. Nenhuma das duas cidades japonesas tinham maior importância do ponto de vista militar, nem havia nelas grandes concentrações de tropas ou representavam polos vitais na esfera do transporte.

Foi uma operação de puro caráter punitivo, semelhante ao que ocorreu na cidade alemã de Dresde em fevereiro de 1945, uma localidade sem valor estratégico no plano militar. Os imóveis viraram pó sob as bombas da aviação do Reino Unido e dos EUA. Ali morreram entre 35 e 250 mil civis, quando o exército nazista estava praticamente derrotado.

Hoje, com o imprevisível Donald Trump na presidência dos EUA, a humanidade está sob risco semelhante e cresce o temor de que os demônios voltem a baixar do céu. Para isso contribuem fatos como a saída de Washington do tratado de limitação de forças nucleares de médio alcance.

Em dois de agosto, Trump confirmou essa decisão e colocou seu aparato de propagando em função de mostrar que foi a Rússia quem teve a culpa.

Não podemos permitir que o mundo esqueça que, até agora, os EUA são os únicos na história que lançaram bombas atômicas sobre civis inocentes, provocando uma chacina injustificável de qualquer ponto de vista. Se levarmos em conta o caráter da atual administração norte-americana, o risco de que volte a ocorrer catástrofe semelhante não está tão longe.

Editado por Lorena Viñas Rodríguez
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