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Fidel Castro: o valor da resistência

R. Morejón

O líder histórico da Revolução cubana, Fidel Castro, de cujo nascimento se comemora em 13 de agosto o aniversário 93, se tornou símbolo de resistência ante os intentos dos EUA de dominar o país. Seu alegado de autodefesa no julgamento dos atacantes ao quartel Moncada, em 1953, ficou conhecido como “A história me absolverá” e nele anunciava as bases do que seria anos depois o processo revolucionário em Cuba.

Em dezembro de 1956, Fidel dirigiu o grupo de revolucionários que, a bordo do iate “Granma”, desembarcou no leste do país para iniciar a luta armada nas montanhas da Serra Maestra. Após a vitória da Revolução, denunciou as ameaças e agressões dos EUA cujo ponto álgido foi a instauração do bloqueio econômico, comercial e financeiro. O objetivo dessa medida era gerar descontentamento na população e frear o desenvolvimento econômico do país.

Fidel Castro advertiu sobre os perigos de guerra e a tendência do poder imperial norte-americano ao fascismo, e ressaltou que os métodos de alistamento para o exército nesse país transformaram essa tarefa numa fonte de emprego para segmentos carentes da população utilizados como bucha de canhão em guerras injustas.

O líder cubano foi um profundo analista da situação internacional, baseando-se nos antecedentes, nos fatos e nas previsões sobre temas polêmicos e complexos. Um exemplo foi a fronteira do México com os EUA, onde morrem centenas de migrantes sem documentos tentando alcançar o “sonho americano”.

Fidel se referia aos EUA como o império colossal que tratava de dominar o mundo a todo custo, e questionou o chamado clube das potências nucleares, ou seja, das nações que possuem armamento atômico. Disse que ninguém deve ter o direito de fabricar armas desse tipo, e muito menos o direito privilegiado imposto pelos imperialismo de impor sua dominação hegemônica.

Nesse contexto, colocou sempre de relevo a firmeza dos cubanos, e garantiu que os EUA nunca conseguirão colocar de joelhos o povo desta Ilha.

Aliás, Fidel Castro tinha grandes conhecimentos sobre o vizinho do Norte. O escritor colombiano Gabriel García Márquez dizia que o líder cubano conhecia bem a índole dos norte-americanos e as intenções de seus governantes, e isso lhe permitiu driblar o que chamou de “tormenta incessante do bloqueio”.

Hoje, o símbolo de resistência em que se tornou Fidel constitui um baluarte ante a política hostil de Washington, baseada em ameaças, chantagens e pressões de todo tipo. Está presente o exemplo do estadista e pensador que soube dirigir Cuba em momentos difíceis e complexos.

Editado por Lorena Viñas Rodríguez
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