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Reino Unido ameaça com Brexit a todo custo

G. Alvarado

O primeiro-ministro do Reino Unido, Boris Johnson, encorajado com o apoio dado pelo presidente dos EUA, Donald Trump, anunciou que em 31 de outubro tornará efetivo o Brexit seja qual for o resultado dos contatos com a União Europeia. Agora será “sim ou sim”, uma saída com ou sem acordo.

A posição é extrema e perigosa, porque na pior variante – uma separação sem fixar termos legais, fiscais e comerciais a curto e médio prazo – a Grã-Bretanha poderia mergulhar num período de caos.

Durante a Cúpula do G7, realizada na cidade francesa de Biarritz, Johnson advertiu que nesse caso não pagaria os 43 bilhões de euros exigidos pelo bloco europeu como compensação pelo não cumprimento das obrigações assumidas pelo Reino Unido. Isso daria a largada para uma série de processos nos tribunais e entidades internacionais apresentadas por governos e pessoas jurídicas e físicas, cujos interesses seriam prejudicados pelo comportamento extremista das autoridades britânicas.

Há muitas dúvidas em torno do que poderia ocorrer. Uma delas é saber se as companhias e entidades do Reino Unido poderiam preservar a confiança indispensável no mundo dos negócios depois de abandonarem de maneira irresponsável os compromissos com seus parceiros de mais de meio século.

Tudo indica que o premiê confia totalmente na promessa de Trump de que os EUA assinariam um pacto comercial sem precedentes com essa nação após a saída do bloco comunitário. O mandatário norte-americano repetiu a frase quando esteve na Cúpula do G7.

Esse apoio irrestrito a Boris Johnson significa uma traição de Washington à União Europeia e com certeza terá consequências muito negativas para ambas as partes. Demonstra, também, que Trump não tem o mínimo senso de lealdade com uma região que tantas vezes se dobrou ante seus caprichos, mesmo quando eram afetados seus próprios interesses.

A situação chegou a um ponto grave. Se a Grã-Bretanha continuar arvorando sua ameaça de sair do bloco sem pagar a compensação prevista estaria provocando uma guerra comercial e financeira. Alguns acreditam que Jonhson está fazendo isso para ver se consegue antecipar as eleições e obter um novo mandato negociador para evitar o desastre.

A União Europeia se mantém firme. Diz que não tem nada a negociar depois do acordo assinado com a anterior premiê, Theresa May, que aliás perdeu o posto em meio a fortes polêmicas. Nesse contexto, a ingerência dos EUA não é boa para ninguém.

Editado por Lorena Viñas Rodríguez
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