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Guerra de tarifas endurece

G. Alvarado

Até agora, o chamado “cidadão comum norte-americano” contemplava indiferente e alguns até viam com simpatia a guerra de tarifas que o presidente de seu país Donald Trump mantém contra  a China praticamente desde que assumiu o cargo. Porém, logo, logo, isso vai mudar.

Em 2017, a média de impostos que pagavam os produtos chineses quando entravam no mercado dos EUA era de 3,1%. Em pouco mais de dois anos, Trump deu um jeito para que subissem a 24,3%, uma escalada sem precedentes na história moderna das relações comerciais.

O governo do país asiático, e não podia ser de outro modo, tomou medidas correspondentes para proteger seus interesses e até agora todas as negociações para resolver o enfrentamento fracassaram devido à teimosia das autoridades da Casa Branca. Países que nada têm a ver com o conflito - como Alemanha - sofrem os efeitos dessa guerra, porque muitos de seus produtos acabados contêm componentes chineses, que estão sendo penalizados por Washington.

Até agora, este problema se reduzia a termos industriais, financeiros e de altas tecnologias, e os prejuízos permaneciam em nível de governos e grandes corporações, ou seja, em níveis da chamada macroeconomia.

Em 1º de setembro, todavia, as coisas mudaram. No minuto inicial desse dia, começou a se aplicar uma taxa de 15% às importações provenientes da China sobre mercadorias avaliadas em 112 bilhões de dólares, só que desta feita não se trata de maquinaria ou alta tecnologia, e sim bens de consumo popular. Pela primeira vez, os cidadãos dos Estados Unidos terão de pagar mais pela compra de roupa, calçado, brinquedos, relógios, televisores, laticínios e carne.

Isto significa que vão chocar com a mentira que sustenta Trump desde que começou essa prática, quando disse às pessoas e aos empresários que os custos dos novos impostos seriam pagos pela China. Qualquer pessoa de bom senso sabe que isso é falso.

Os chineses não pagam os impostos adicionais sobre as importações de mercadorias do país asiático, quem paga é a empresa norte-americana que adquire tais produtos. A argúcia de Trump se mantém porque até agora a guerra comercial não tinha tocado os consumidores, só que esse tempo acabou.

A única maneira de evitar que se prejudiquem as pessoas é que os empresários decidam pagar  os novos custos das importações. Certamente, é difícil que isto possa ocorrer no país onde o valor principal é o lucro, que se há de conseguir pelo preço que for necessário.

Isto sucede quando começa a corrida pelas eleições de 2020,  o que aumenta a densidade do problema para Trump.

Editado por Lorena Viñas Rodríguez
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