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Ação urgente contra a mudança climática

G. Alvarado

Chefes de Estado ou de Governo e representantes de 60 países participaram da reunião de Cúpula da Ação Climática da ONU e chamaram a atenção sobre o aceleramento do aquecimento global com efeitos nocivos em todas as partes do planeta, embora haja gente que insista em negá-lo.

Com preocupação e certo otimismo, o secretário-geral das Nações Unidas, Antonio Guterres, afirmou que a situação é muito grave, porém ainda estamos a tempo para fazer alguma coisa.

A emissão de gases de efeito estufa vem atingindo níveis sem precedentes. Os últimos quatro anos foram os mais quentes da história, as temperaturas invernais dos polos no planeta subiram 3 graus centígrados desde 1990, o nível do mar também está subindo e os corais estão morrendo.

São sintomas claros de que o globo terrestre está em estado de febre. Como se não bastasse, aí estão os eventos extremos do clima: a poluição do ar, ondas de calor, estiagens extremas e chuvas torrenciais que arriscam a vida de nossa espécie.

Particular preocupação provoca o aumento da emissão de dióxido de carbono, o CO2, um gás cujo efeito nocivo pode permanecer durante milhares de anos na atmosfera e ainda mais tempo nos oceanos, o que significa que a segurança do ser humano estará comprometida com o passar dos anos.

Para os entendidos, a sobrevivência de milhões de pessoas vai depender de sua capacidade de adaptação a um meio ambiente mais agressivo, cálido e cheio de eventos destrutivos.

Por ocasião da Cúpula da Ação Climática, a organização OXFAM denunciou as enormes desigualdades para enfrentar este fenômeno entre os países mais desenvolvidos e os mais pobres.

A ajuda que recebem as 48 nações mais necessitadas para enfrentar o impacto do aquecimento global é ínfima: equivale a menos de um centavo de dólar para cada pessoa ao dia.

É verdade que existem instrumentos legais, como o Acordo de Paris, por meio dos quais os principais poluidores do mundo se comprometem a diminuir as emissões de gases de efeito estufa para evitar a subida da temperatura média.

Contudo, uma coisa são papéis assinados e outra coisa é a implementação de todas as ações oferecidas.

Mal precedente deixou o presidente dos EUA Donald Trump, que simplesmente abandonou os compromissos assumidos em Paris e se dedica a desarmar programas aplicados pelo seu antecessor, Barack Obama.

Trump negou-se a assistir à Cúpula da Ação Climática e, em seu lugar, foi a outro evento de menor importância que se realizou no mesmo prédio da ONU. Assim, mostrou sua indiferença e, de quebra, sua ignorância em relação a um problema vital para a humanidade toda.

Editado por Lorena Viñas Rodríguez
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