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Thomas Cook, uma falência estrepitosa

G. Alvarado

A mais antiga empresa de turismo, e uma das maiores e mais importantes nesse setor, o Thomas Cook Group, faliu estrepitosamente após 178 anos no mercado. A quebra vem causando duros prejuízos a centenas de milhares de pessoas, entre empregados e viajantes que encalharam mundo afora.

Em meio à estagnação da economia mundial cujo crescimento vai encolher segundo os prognósticos, a falência de um dos gigantes da chamada indústria sem chaminés abalou os pilares do universo dos negócios.

Alguns falam em tsunami ao referir-se ao ocorrido na semana passada desde que o consórcio britânico tinha anunciado sua falência e cessado de uma hora para outra suas atividades.

Michalis Vlatakis, funcionário de turismo da ilha de Creta, na Grécia, disse que há um efeito dominó sobre hoteleiros, provedores, empresas de transporte aéreo e terrestre, de locação de automóveis, restaurantes e outros. Precisa-se de tempo para aquilatar o verdadeiro dano, comentou.

Thomas Cook manejava uma boa parte do turismo na Espanha, Grécia, Tunísia, Turquia, França, Caribe, Oriente Médio e Ásia.

Como costumava pagar suas contas no habitual prazo de 90 dias, são muitas as dívidas a saldar pela temporada de verão (de junho a setembro), a mais importante do ano. Seus credores espalhados pelo planeta estão nervosos, temem uma catarata de quebras.

Há muita gente prejudicada, levando em conta que estamos falando numa empresa muito grande, com 20 mil empregados em todo o mundo e que gerava uns 10 bilhões de euros de lucros.

Em verdade, este gigante, como muitos outros no sistema capitalista, vinha juntando barro nos pés com a aquisição de uma surpreendente dívida, o câncer que corrói empresas e governos nestes dias.

Desde o começo do século, este consórcio sobrevivia graças a créditos. Em 2011 esteve à beira da falência, mas foi salvo com um polpudo apoio financeiro. Finalmente, a dívida acabou levando-o à morte, somado às dúvidas em torno do futuro da economia e do ainda não definido processo de separação do Reino Unido da União Europeia, o Brexit, comentou para a Deutsche Welle, o professor Torsten Kirstges.

O Brexit não desencadeou a quebra, mas influiu em que isso acontecesse, observou o professor Kirstges.

O que vem agora é uma avalanche de demandas e veremos as companhias de seguros fazendo os quites para não serem obrigadas a assumir responsabilidades, ou, ao menos, limitá-las. Assim, muita gente vai perder seu dinheiro, para lá dos que já perderam seu emprego.

Vai demorar em saber como vai influir esta falência na marcha da economia mundial, porém de momento é uma chamada de atenção àqueles governos ou empresários que acham que a dívida é uma panaceia para continuar fazendo negócios e obter lucros de qualquer jeito.

Editado por Lorena Viñas Rodríguez
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