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América se revolta

G. Alvarado

Um novo rosto de Nossa América, a de Simón Bolívar e José Marti, a Nossa América índia, mestiça, branca e negra, se desenha nos protestos em massa e mudanças eleitorais que estão ocorrendo pela região toda. Sem dúvida, mostram um continente em rebelião, garantiu Fabien Roussel, secretário nacional do Partido Comunista Francês.

Começando pelo Haiti e passando por Honduras, Equador, Peru, Chile ou Argentina, os povos se levantam para enfrentar a corrupção e os abusos do sistema neoliberal imposto por Washington por meio do FMI - Fundo Monetário Internacional e outras instituições e aparatos de dominação que trabalham a favor da hegemonia do império.

Roussel assinalou que as políticas de austeridade e ajuste, os fundos abutres e outras práticas saqueiam e roubam, enquanto que as multinacionais vão engordando com tudo: saúde, educação, transporte, água, eletricidade e minérios.

O resultado disso é que 184 milhões de pessoas na região vivem na pobreza e 61 milhões estão mergulhadas na indigência, de acordo com um relatório da CEPAL - Comissão Econômica da ONU para América Latina e o Caribe.

Isto faz com que seja o lugar mais desigual do planeta, onde convivem a opulência insultante e a miséria absoluta, uma situação encorajada pelos grandes consórcios nacionais e multinacionais que operam impunemente amparados por governos corruptos.

Como se não bastasse, o FMI impõe condições cada vez mais drásticas, o que levou as massas a saírem às ruas, simplesmente porque não têm mais nada que perder.

Em comunicado intitulado “América Latina no Coração”, o máximo dirigente do Partido Comunista Francês recorda Cuba e Venezuela, que estão resistindo o embate dos EUA e de seu presidente Donald Trump, que teima em destruir as conquistas desses povos.

Cuba – disse Roussel – está na linha de fogo faz 60 anos e cada semana aparece uma medida nova para endurecer o bloqueio econômico, comercial e financeiro mais longo, mais injusto e mais cruel da história. Neste propósito, Trump não recua, não respeita nada, nem sequer a ONU, as regras da Organização Mundial do Comércio e nenhum tratado internacional, realçou o político francês.

Criticou, também, a morna resposta dos governos europeus que permitem aos Estados Unidos atuarem à vontade.

O líder dos comunistas franceses chamou seus compatriotas a erguerem as bandeiras da solidariedade e contribuírem com a luta para derrotar os planos do imperialismo. Recordou a frase pronunciada pelo presidente cubano, Miguel Diaz-Canel na reunião de cúpula do Movimento de Países Não Alinhados realizada recentemente no Azerbaijão: “Eles têm as armas, mas nós temos a força de nossos povos”.

Editado por Lorena Viñas Rodríguez
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