Bloqueio dos EUA a Cuba rejeitado na ONU

Sept 27, -- Logo no início das sessões da Assembleia Geral da ONU, nesta semana em Nova York, o bloqueio econômico, comercial e financeiro imposto pelos EUA a Cuba, vigente há mais de 50 anos, foi novamente alvo do rechaço mundial. O tema foi abordado por chefes de Estado e de governo nos debates da reunião.
Nações da América Latina, Caribe, Ásia e África ergueram sua voz para exigir o fim de uma política considerada genocida e anacrônica.
O presidente de El Salvador, Mauricio Funes, defendeu o direito do povo cubano e de todos os povos do mundo de buscar seu desenvolvimento e bem-estar através de uma integração plena. Por sua vez, seu homólogo da Bolívia, Evo Morales, disse que as sanções do governo norte-americano a Cuba constituem o “pior genocídio”, e criticou os EUA por fazerem ouvidos moucos diante das resoluções sobre o assunto aprovadas todos os anos na Assembleia Geral da ONU desde 1992. Os documentos exigem o fim do bloqueio.
Contrariando a vontade da comunidade internacional, os EUA continuam aplicando medidas econômicas contra Cuba, e intensificam a perseguição contra empresas e bancos que têm relações com o país caribenho. Essa política inclui o roubo de marcas comerciais e a proibição de operações relacionadas com pagamentos que as autoridades cubanas têm de fazer a organismos da ONU.
Apesar de sua promessas eleitorais, o presidente Barack Obama endureceu o acosso e seu caráter extraterritorial, impondo multas milionárias a empresas e entidades bancárias de terceiros países por eventuais transações com Cuba.
Cabe recordar que o acosso econômico, comercial e financeiro tem ocasionado prejuízos de mais de um trilhão de dólares e grandes afetações ao povo cubano, ao atingir setores sensíveis como os de saúde e educação. Mais de 70% dos cidadãos deste país nasceram sob os efeitos do desumano bloqueio norte-americano.
Apesar disso, Cuba continua avançando e defendendo sua soberania, em meio ao processo de desenvolvimento levado adiante sob os princípios do socialismo.
(M.J Arce, 27 de setembro)








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