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Bolívia, a luta continua

G. Alvarado

Em gesto de extraordinário valor moral e humano, o presidente e vice-presidente da Bolívia, Evo Morales e Álvaro Garcia Linera, renunciaram a seus cargos para preservar a vida e a segurança do povo diante do brutal ataque da direita, que acenava com um banho de sangue no país.

Foi consumado um golpe de Estado que estava sendo concebido há várias semanas, vinha antes das eleições presidenciais de 20 de outubro passado, cujos resultados os partidos e os grupos opositores tinham anunciado que não reconheceriam caso favorecessem o Movimento ao Socialismo MAS e seus candidatos.

Na verdade, os pleitos foram apenas uma desculpa, porque a determinação de acabar com o processo revolucionário e progressista boliviano já tinha sido tomada e não em Santa Cruz, nem noutro feudo da direita, e sim nos corredores da Casa Branca onde a presidência de Evo estorvava seus planos hegemônicos continentais.

Recordemos que o comandante guerrilheiro Ernesto Che Guevara tinha advertido: no imperialismo não se pode confiar nem um pouquinho.

Testemunha ocular do que se passou na Guatemala em 1954, quando ocorreu a invasão para depor o governo revolucionário de Jacobo Arbenz, o Che sabia muito bem o que estava dizendo.

Se no país centro-americano se tratou de proteger os interesses da United Fruit Company e suas plantações de banana, na Bolívia o império cobiça os recursos energéticos e as grandes minas de lítio.

Veremos desfilar pelo país sul-americano uma legião de empresários, investidores e negociantes embandeirados pelo Fundo Monetário Internacional para se apoderar das enormes riquezas, cujos lucros o governo de Evo Morales colocou à disposição do povo para satisfazer as necessidades dos mais humildes.

Graças a essa política, milhões de pessoas saíram da pobreza, as crianças e a juventude tiveram acesso à educação, o país atingiu os maiores níveis de crescimento econômico da região e recuaram os indicadores negativos de saúde.

Evo Morales não só redimiu seus compatriotas da miséria, mas também deu pátria a todos os bolivianos que antes de seu governo só eram conhecidos no mundo por sua pobreza e instabilidade política.

Ninguém sabe ao certo o que vai se passar, mas não se exclui uma onda repressiva contra o MAS e seus dirigentes.

É um dia de luto para nossos povos. Reconforta a declaração de Evo Morales no sentido de que a luta continua para garantir o bem-estar dos humildes, os pobres e necessitados, que estão vendo, hoje, como se apaga (momentaneamente) uma luz de esperança que iluminava para lá de suas fronteiras.

Editado por Lorena Viñas Rodríguez
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