Cuba sente-se latino-americana e caribenha

Por Maria Josefina Arce

Cuba tem forte sentimento de pertença à América Latina e o Caribe.  Aproximou-se de seus vizinhos da região e travou relações baseadas no respeito mútuo e a cooperação em diferentes áreas.

Embora pequena e bloqueada, Cuba coopera com as nações latino-americanas e caribenhas em áreas tão importantes como saúde e educação, sem condições.

Essas relações a distinguem com seus irmãos caribenhos e latino-americanos, aos quais considera uma grande família que se deve unir para enfrentar os desafios comuns.

Por isso, trabalhou em prol da criação de organismos regionais que representem a verdadeira voz dos países latino-americanos e caribenhos e não estejam sujeitos às ordens e chantagens dos Estados Unidos, para quem a região é mera fonte de recursos naturais e mão de obra barata.

Assim, fiel ao ideário do Herói Nacional José Marti, que nos definiu como “Nossa América”, deu vida em parceria com a Venezuela à ALBA – Aliança Bolivariana para os Povos de Nossa América  -.

A esta iniciativa aderiram outras nações e, juntas, implementaram projetos para avançar em seu desenvolvimento social e econômico e no bem-estar de seus cidadãos.

Cuba também promoveu ativamente o surgimento de outro bloco na região livre da ingerência dos EUA. Nasceria a CELAC – Comunidade de Estados Latino-Americanos e Caribenhos – que levou a voz de nossos povos aos diferentes fóruns internacionais.

Sob sua presidência, promoveu a Declaração da América Latina e o Caribe como Zona d Paz, um acordo que foi adotado em 2014 em Havana e que vem servindo de guia de trabalho.

A Ilha tem um forte compromisso com a integração da região, uma postura que ratificou o chanceler cubano Bruno Rodriguez, no México, país que acaba de assumir a presidência pro tempore do mecanismo.

O chefe da diplomacia cubana defendeu a revitalização da CELAC ante os ataques de Washington e da direita contra processos soberanos em várias nações.

Explicou que esse organismo representa o espírito latino-americano e caribenho com voz e pensamentos próprios, que não precisa da aquiescência dos Estados Unidos, nem da OEA – Organização de Estados Americanos – cuja ingerência atenta contra princípios soberanos de autodeterminação.

A despeito das chantagens, ameaças ou sanções, Cuba continuará trabalhando pela integração latino-americana e caribenha. Como afirmara o líder histórico da Revolução Cubana Fidel Castro, a única solução para enfrentar os desafios comuns e avançar no desenvolvimento é conseguir a unidade e a integração de todos os povos do hemisfério.

Sabiamente deixou ver Fidel essa ideia e essa necessidade ao assinalar: “Ontem fomos enorme colônia, amanhã podemos ser uma grande comunidade de povos estreitamente unidos. A natureza nos deu riquezas insuperáveis, e a história nos deu raízes, idioma, cultura e vínculos comuns  que não tem nenhuma outra região da Terra”.

Editado por Lorena Viñas Rodríguez



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