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Trump: discurso de propaganda política e hostil

Por: Maria Josefina Arce

Em meio a um panorama polarizado e com a campanha eleitoral em andamento, o presidente norte-americano Donald Trump pronunciou no Congresso seu discurso anual sobre o estado da União que retratou a política exterior agressiva do presidente, em primeiro lugar contra a Venezuela, Cuba e Nicarágua.

Otimista, depois de sua vitória na assembleia republicana de Iowa na campanha para sua reeleição e convencido de que seria absolvido do impeachment, Trump tornou a arvorar o tema econômico como um dos principais avanços de seu governo.

A verdade, porém, é que a economia dos EUA não cumpriu em 2019 as estimativas de crescimento de 3 por cento,fixadas pelo governo, em boa parte devido às tensões comerciais com outros países que deterioraram volumes de investimento das empresas.

Os impostos sobre produtos chineses e europeus se traduziram em dificuldades no abastecimento e subiram os preços. Para os analistas, essas dificuldades abalaram muitas empresas.

A despeito de os EUA exibirem, hoje, uma das taxas mais baixas de desemprego, a desigualdade disparou sob a presidência de Trump, não importa o que diga o presidente.

Em seu discurso também atacou a imigração, contra a qual implementou uma política de mão dura que conduziu à separação de famílias e à detenção de menores em péssimas condições.

Renovou seus ataques contra os governos progressistas da Venezuela, Cuba e Nicarágua. Falou do governo constitucional do presidente venezuelano Nicolás Maduro com arrogância e desrespeito, e proclamou como chefe de Estado legítimo daquele país o chefete opositor Juan Guaidó, que tinha sido convidado para estar presente no Congresso.

Com relação a Cuba, se gabou de ter revertido a aproximação entre as duas nações, iniciada sob o governo de Barack Obama, ainda que pesquisas de opinião confirmem que os norte-americanos concordam com a normalização das relações.

Enfeitou seu discurso com poses teatrais e não mencionou nenhuma vez o impeachment, mesmo assim a tensão que provocou esse processo esteve mais do que presente.

A crescente polarização existente ficou evidente. Trump arremeteu contra os democratas e usou seu discurso para explicar o que poderia ser seu mandato.

Havia muita tensão no Congresso desde o princípio, quando Trump esquivou cumprimentar a presidente da Câmara de Representantes, Nancy Pelosi, e esta rasgou a cópia do discurso do presidente na frente das câmeras de televisão.

O discurso sobre o estado da União do presidente Donald Trump foi de propaganda política e impostado ao focalizar vários temas de reeleição e mostrou quão forte é o enfrentamento entre democratas e republicanos.

Editado por Lorena Viñas Rodríguez
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