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Chile dividido às vésperas do plebiscito constitucional

Por Maria Josefina Arce

Faltam poucos dias para a largada da campanha pelo plebiscito constitucional no Chile, e já é evidente a forte divisão existente na sociedade com relação a essa importante consulta que acontecerá em 26 de abril.

As manifestações no último fim de semana naquele país a favor e contra uma nova constituição confirmaram isso. Simpatizantes de uma ou outra opção se enfrentaram em Santiago, a capital, e os carabineiros saíram de novo às ruas com jatos d’água e gases lacrimogêneos para dispersar os manifestantes.

Por incrível que pareça ainda há bastantes pessoas na sociedade chilena partidárias da sangrenta ditadura do general Augusto Pinochet.

Os segmentos mais reacionários, que apoiaram a ditadura militar e fecharam os olhos ante os crimes que cometeu, se recusam a perder seus privilégios e apostam num país desigual e sem direitos para todos.

São aqueles que pretendem apagar as mais de 40 mil vítimas – entre mortos e desaparecidos – de um regime que não só instaurou no Chile o terror e a impunidade, mas também colaborou com outras ditaduras latino-americanas e com Estados Unidos para realizar o conhecido Plano Condor, de extermínio dos opositores.

Aqueles foram os anos mais escuros da história do Chile e a intenção de perpetuar uma Constituição, herdada daquele tempo e que não reflete as aspirações de todos, é uma clara negativa a uma mudança necessária.

Chile mantém mecanismos e instrumentos da ditadura de Pinochet que não permitem começar a construir verdadeiramente um novo país e deixar atrás essa etapa, porém a memória histórica sempre há de perdurar.

A esse plebiscito, que centra hoje o panorama do Chile, se viu obrigado a ceder o governo direitista de Sebastián Piñera no intento de por fim à crise política e social que vive o país desde outubro passado, quando estouraram fortes protestos que ainda continuam embora com menor frequência.

Mais de 14 milhões de chilenos poderão se pronunciar contra ou em favor da eliminação da ora vigente Constituição, que favorece as privatizações de serviços básicos como a saúde, a educação e as aposentadorias e pensões e que transformou o Chile num país de grandes desigualdades sociais.

Editado por Lorena Viñas Rodríguez
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