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Os moradores de zonas rurais da Colômbia apanhados na espiral da violência

Por Maria Josefina Arce

Graves são as consequências sociais da falta de vontade política do governo do presidente colombiano Ivan Duque para a implementação total do acordo de paz.

O acordo fechado em Havana, em 2016, pôs fim a um conflito armado de cinco décadas, porém a violência não cessou, continua abalando a sociedade colombiana.

Líderes sociais e ex-guerrilheiros, que entregaram as armas, apostaram na paz e buscam reintegrar-se à sociedade, são assassinados um atrás do outro, a uma velocidade apavorante. São as notícias do dia a dia na Colômbia e sobre as quais advertiram organizações locais e internacionais.

Os grupos paramilitares semeiam o terror e a morte em povoados rurais de várias regiões do país Assassinatos, deslocamentos à força e recrutamento de menores são corriqueiros nessas áreas.

A ONU advertiu sobre a situação em Catatumbo, no nordeste do país, devido às ações dos paramilitares. Há mais de duas semanas, umas 20 mil pessoas têm urgentes necessidades alimentares, sanitárias, de proteção e educacionais.

O Escritório das Nações Unidas para a Coordenação de Assuntos Humanitários assinalou que essa situação é resultante do enfrentamento entre grupos armados ilegais pelo controle da região.

Tudo isto alterou a dinâmica cotidiana de instituições públicas, transportadores, comerciantes e os trabalhadores rurais.

Não é a primeira vez que vem à tona a difícil situação em que se acham os habitantes de diferentes regiões colombianas entre o fogo cruzado de grupos paramilitares. Recentemente, comentávamos o caso de Bojayá, no departamento de El Chocó, onde os cidadãos permaneciam confinados devido às operações dos paramilitares.

Os moradores das zonas rurais também sofrem nas mãos do exército, o que não é nada novo no panorama colombiano. No município de Macarena, no departamento de Meta, lavradores dos Parques Tinigua e Cordillera Picachos foram vítimas do ataque das forças governamentais.

Helicópteros do exército atacaram os moradores quando estes estavam reunidos para analisar a violência com a qual as tropas do governo pretendiam deslocar a comunidade de seu território.

Colômbia vive uma espiral da violência, nas que estão apanhados os habitantes das zonas rurais, os líderes comunitários e os ex-guerrilheiros, justamente aqueles que apostaram na paz, mas o governo do presidente Ivan Duque parece  não se importar com a paz.

 

 

Editado por Lorena Viñas Rodríguez
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